quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A questão vai bem além

Tenho escutado muito a respeito desse assunto. E são coisas absurdas! Inacreditáveis! Inaceitáveis!

Olá, homens! Vivemos em uma sociedade patriarcal, mas nem tudo é como já foi, desde o século XIX, quando a mulher encontrou a chave de casa e resolveu sair da redoma em busca de empregos e de liberdade. E não é mais habitual o uso de tacapes, bastões para conquista de uma fêmea, desde a época do Capitão Caverna.

Certo! Ainda somos machistas em alguns aspetos. Por exemplo, paradoxalmente, não me sinto bem e nem quero ser dependente financeiramente de um homem (nem do meu pai mais), mas a conta do restaurante e todas as despesas do passeio podem ser deles, né? Até porque foi grande o gasto que tivemos para chegar até ali (e sim, sempre leve sua reserva. Pessoas são imprevisíveis e você não quer lavar louça como o pagamento ou voltar para casa correndo).

E há outra coisa! O legal é quando não há dominações (até porque estamos falando de relacionamento, não de vaquejada). Não é saudável que um dos lados queira controlar o outro. Afinal, já é um grande desafio a manutenção de uma união entre pessoas com necessidades psicológicas e biologicamente diferentes. #ficaadica

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A realidade

E assim eu fui informada, essa semana:

NOVA SMS SIM 1*

(sic)
Procura-se um homem bonito, fiel, meio nerd – não muito –, rico, com futuro, bom de papo, carinhoso... Para apresentar PARA MIM. ae, existe aqui ou procuro no facebook? kkkk

Acredite! Você tem capacidade para conquistar uma fusão da masculinidade do Capitão Nascimento, com a maturidade do Edward Cullen (hoje ele tem cerca de 110 anos, período necessário para o amadurecimento masculino), a pegada do Vin Diesel, a determinação do Hugh Jackman, o sorriso do Thiago Lacerda, a dedicação do Andy Garcia (como Michael em Quando um homem ama uma mulher) e o bom humor do Gerard Butler (P.S.: I Love you. Isso basta!). Você pode! O problema é que ele vive lá com o Shrek e a Fiona, lá no reino Far, far away...

E assim eu fui rebatida, ainda essa semana:

NOVA SMS SIM 1*

(sic)
Eis a dúvida: se o homem bonito e legal tá no reino distante, a gente pode se deixar cair no papo de um bonito que não presta?

Bem, é aquele lance, né? Quem não tem gato, caça com cachorro! Agradeça se encontrar um solteiro e hetero. Pague penitência se ele não dançar o “Tchubirabiron” ao volante, não surrupiar peças do seu vestuário, não gargalhar como um louco (batendo os pés e as mãos, simultaneamente) durante uma apresentação teatral que não é cômica, não dividir a conta do cachorro quente e não ter fugido da apresentação às regras ortográficas e/ou gramaticais. E o canonize se ele não agir como se tivesse 17 anos, mesmo tendo muitos verões a mais. Mas, não, não caia no papo dele. O poeta já nos diz: “Amor é amor e um lance é um lance...” . #ficaadica


* A identidade da emissora não será revelada. Eu prometi!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Finalizando

Sentimento (seja qual for) não se desfaz tão fácil, exceto quando nunca existiu, e mudanças bruscas e repentinas são arriscadas e não alteram estruturas rapidamente (exceto se você for uma construção civil). Claro que a dor tira o equilíbrio e esperanças infundadas geram dor, mas você tem que tentar se curar de verdade, leve o tempo e a energia que forem necessários. Curta sua vibe deprê, só que com a certeza de que é só uma fase e que você não quer viver sempre assim.

Sabe o que pode te impedir de se sentir bem? O direcionamento que você dá ao seu olhar. Lógico que não escolhemos todas as situações que iremos nos deparar. Há infindáveis fatores que independem à nossa vontade. Mas, raízes só se firmam quando permitimos, seja uma dor, um amor, um medo, uma amizade, esse vazio que esmaga seu peito... Eu já disse que o que está bem solidificado não se desfaz tão fácil, tanto as coisas boas, quanto as desgostosas. Portanto, cuidado!

E vou soltar uma verdade (uma verdade minha!): não consigo entender tudo o que vivo, mas decidi filtrar o que não me faz bem. Nada de fazer o estilo “rancorosa”! Não faz bem ao meu estômago, ao meu sono, nem à quantidade de mãos que terei para me amparar, se necessário.

Espero que por essa semana já chegue desse assunto (finais, e rompimentos, e suas implicações, e mimimi...). Ou estou sem inspiração, ou estou canalizado-a em um único ponto (olha o erro!). Tomara que um bom happy hour mude essas perspectivas. #ficaadica

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Quando acontece

Foque seus olhos no que realmente faz sentido. Pregar energia em qualquer coisa que já tenha falido não é sadio. Pode até não ter sido opção sua, mas se quebrou. E não, não dá para fazer remendos, ou destrói (isso mesmo! Quebra geral!) e faz tudo de novo, ou esquece.

E sobre relacionamentos, claro que dói! Seria ser muito sem apego para afirmar o contrário. Foi um tempo gostoso de convivência e que de repente acabou. Mas, poderia ter sido pior! Juro! Ele poderia ter morrido (isso não é melhor, Natália! Não te deixaria com um pouquinho mais de dignidade, mesmo você sendo uma "estrela de luz"!). Quando é assim, nenhum dos dois queria a separação, planos ficam em aberto, não há possibilidade de transformar o amor em amizade, nenhum havia desistido do que sentia... Tudo se perdeu por uma fatalidade da vida, não há raiva para ajudar matar o sentimento ou para impulsioná-la à superação.

Não tenho muita certeza se acredito em destino, acho que existem propósitos, mas cada um trilha seu caminho. E sabe Deus? O ser maior da espiritualidade, que se dispõe a fortalecer a todos pela fé e que exala o perfume do amor? (Não to enlatando Ele em conceitos carregados de religiosidade.) Acredito que Ele esteja pelo Universo conspirando pelo bem de todos e que não quer que haja sustentos com migalhas (nem de pão, nem de sentimentos). Corra atrás do que é completo, do que te satisfaz e te engrandece como ser humano. Se você quiser mesmo, os bons ventos soprarão ao seu favor. #ficaadica

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Saiba com o que você está mexendo (Parte II)

A gente não sabe o que é melhor, a gente sabe o que quer. Só que, quando reencontramos nossa paz, talvez, nem tudo que desejamos seja mais tão preciso. Seja racional (e fria, se necessário) e analise o tamanho da angustia que você se envolveu. Cada lágrima de dor (não de saudade, mas de dor mesmo) vai diluindo o que foi construído em sorrisos. É aquele lance: “a ingratidão faz perder a afeição”.

Num relacionamento, confiar é acreditar no limite que o outro se impõe. E isso se perde quando há traição. Tem gente que tenta colar, consertar, perdoar, e esse grupo se divide em dois tipos de pessoas: as nobres (que não desistem de acreditar no ser humano, apesar das suas falhas, e se empenham a um recomeço) e as bobas (aquelas que temem enfrentar a dor de um rompimento e vai se sujeitando a coisas cada vez mais agressivas a si mesmo).

E o homem que trai é tão covarde que não vai querer assumir a culpa por isso. Ele vai colocar o peso pelo acontecido em suas mãos, ou por você não estar em casa no horário combinado, ou por você não aceitar se afastar de alguém, ou por você não ter dado atenção ao relacionamento (sim, ele não se lembra de tudo o que você já fez) ou por você não ter usado uma roupa branca na virada do ano (não se assuste! Os argumentos serão os mais ridículos). Reza a lenda que homens que são muitos ciumentos, desconfiados e inseguros são assim por terem medo dos reflexos das suas próprias atitudes. Eles pensam que, se eles fazem ou fizeram, todos reagiram da mesma forma.

Sem autopiedade, please! Vocês viveram momentos lindos, dividiram muitos sorrisos, muitos momentos de segurança, de paz, de prazer... Mas serei cruel! Isso foi mesmo relevante quando ele decidiu que precisava de outra pessoa (mesmo que tenha sido por um único minuto)? A Biologia, a Psicologia e outras ciências justificam a tendência masculina à infidelidade através de vários fatores. Só que eu confronto todas essas teorias com uma pergunta: se ele não pode usar a racionalidade (é! Aquela característica que o distingue de um cachorro, por exemplo) para controlar instintos primários, a relação vai se basear em que? Numa combinação astrológica ou, mais instável ainda, no estado de humor do belo rapaz?

Não estou questionando a intensidade da sua dor, ou a realidade dos seus sentimentos, apenas te dizendo para se dispor ao futuro. Creia no que acalma seu coração, pelo bem do que você busca, mas não deixe de ver além. Sabe aquelas coisas boas que vocês viveram? Pois é! Motive-se! Os momentos foram bons porque você também os fez. Diminua a sua culpa e se arrisque mais! #ficaadica

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Num passo

E seria um passo de cada vez. Bem, desejava que fossem todos a levando à frente, mas, vez ou outra, acabava recuando. Ferida quando não fecha, acaba correndo risco de doer de novo. Mas, o bom é que ela sabia que se curaria. Seria só mais uma marca. Como todas aquelas que já a acompanhava.

Não tinha certeza do queria. Na verdade, nunca se teve. O caminho se apresentava mais verde, mas, o céu mantinha-se cinza. “É só uma fase! É só fase!” – repetia ao vento quando se atentava à falta de luz. E os passos tornavam-se mais rápidos. Talvez, apressados, esperariam encontrar mais cedo o céu que brilhava à diante.

O mundo se abria ao novo, precisaria reagir da mesma maneira.