quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vamos cuidar do jardim?

Acetona é mais barata que esmalte, compre um vidrinho! Ninguém merece unhas descascando! Causa aspecto de desleixo. E outra, o cabelo é a moldura do seu rosto e exala seu cheiro por onde passa. Pelo amor de Deus, escova não dura uma semana, não. É anti-higiênico! Sua cabeça faz parte do seu corpo também, pense o quanto ela se sente ofendida em ficar tanto tempo sem contato com a água, com a limpeza, com a leveza dos ventos (porque a tendência é o óleo grudar as madeixas na cabeça e você vai ficar com aspecto do professor Snape, do Harry Potter).

Sou suspeita em falar sobre isso, mas o vermelho dá um up em qualquer visual. E especialmente quando ele se manifesta em dois pontos: nos pés e na boca. Sapatos vermelhos (e quanto mais finos os saltos, melhor) levantam autoestima e te dá visibilidade (adoro o poder deles!). Me perdoem os tons rosadas, acobreados, nudes, mas batons vermelhos causam! (Antes de qualquer coisa, aprenda usá-los! Eles tendem a destacar qualquer imperfeiçãozinha, mesmo aquelas que só poderiam ser vistas por microscópios) A boca é um foco de sensualidade do corpo e uma boca vermelha explode isso.

Por último (e o mais importante de tudo!), não acumule pelos! Os animais precisam deles para se manterem aquecidos e alguns, como os micos leão dourados, precisam deles para serem identificados. Você não é um mico, portanto não precisa pagar um. Li uma vez, em uma matéria, que as gregas da Idade Média arrancavam seus pelos com as unhas. Hoje, você dispõe de milhares de recursos e vai ficar se apegando a que? Recorra à cera, ao creme depilatório, ao aparelho de barbear, à pinça, às unhas de uma grega...

Só não se esqueça que você reflete o seu interior, então, antes de qualquer coisa, cuide-se por dentro e livre-se de sentimentos feios. Você não conseguirá absorver o que é por fora para dentro das suas emoções. #ficaadica

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pelos motivos certos

Não há maldições que irão te prender à solidão por toda vida. Você não conhece a história da Branca de Neve? E a da Bela Adormecida? As maldições não perpetuam. Certo, o budismo e algumas outras religiões pregam a existência do “carma”. Calma! Qualquer coisa, você pode parar de comer maçãs, ou evitar máquinas de costura, ou mudar de guru.

Sem entrar em questões religiosas, espiritualistas ou ideológicas, o ponto aqui é outro: seu encalhamento (lá lá lá láa...). Você não está assim porque sua família leva um estigma de que todas as mulheres ficarão para titia, ou porque você tem espírito de homem, ou porque suas irmãs mais novas se casaram antes de você. Me poupe! Seria muita mesquinharia do Universo permitir que alguém já nascesse fadado a sofrer sem ter a mínima chance de mudar as coisas. Claro que esse conceito explicaria de forma mais fácil um tanto de coisas que não entendemos ou aceitamos. É mais cômodo ter uma força superior para culpar, que aceitar que somos cercados pelos resultados de ações humanas egoístas (inclusive as nossas próprias).

Sei que temos necessidade de justificar tudo que acontece e que o medo fertiliza a nossa imaginação, mas cuidado. Não se limite pelos motivos errados. Talvez você ainda não tenha alterado o seu status no seu Facebook por não saber escolher, ou por não estar preparada, ou por ter vivido tantos traumas, ou pelo seu comportamento não condizer com o seu desejo, ou talvez porque o número de pessoas que queiram relacionamentos sérios esteja cada vez mais reduzido (a oferta de outros produtos mais práticos no mercado é grande e a vida de solteiro é mais simples), ou talvez seja tudo isso junto.

Mas se, ainda assim, você quiser se precaver procure uma boa rezadeira, tome uns banhos sal grosso, faça uma novena para Santo Antônio e entre com um processo judicial contra a sua família (que sina pesada essa, hein?). #ficaadica

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Se é pra falar...

Para a maior parte das mulheres que eu conheço, depois de conseguir estabilidade econômica e êxito profissional, o amor vem como segunda meta de vida. A verdade é que o amor anda muito instável, logo, se torna mais fácil à dedicação a uma área que depende quase que exclusivamente de você mesma para se alcançar o sucesso. A racionalidade e a realidade nos levam a essa organização.

As músicas atuais (“namorar pra quê? Se ficar é mais gostoso...”) nos levam para longe do amor. Fato. As tragédias das nossas vidas (e dos outros 96% da população feminina que conhecemos) nos levam para longe do amor. Outro fato. Os caras que juram amor eterno (a verdade é que não escutamos bem, eles dizem assim: “Enjoei do 'bom dia', hoje vai ser: 'Você é o amor da minha vida'”) nos levam para longe do amor. Mais outro fato. Até o comercial da Skol nos leva para longe do amor! (E parece que a gente acelera como se não houvesse amanhã, né?)

Recentemente, Millôr Fernandes citou no Twitter que: “‘Eterno’ em amor tem o mesmo sentido que ‘permanente’ no cabelo.” (Na mesma linha química, minha escova progressiva sobrevive por uns três, aproveitando as raspas das pontas, até quatro meses.) Quem fez isso, mundo? Quem transformou o amor em um processo com prazo de validade tão curto? Então é isso? Eterno é qualquer espaço de tempo que ultrapasse esse minuto?

Talvez eu e Lulu Santos sejamos os últimos românticos no meio desse Oceano Atlântico, mas... Ah! Deixem-me ser o amor. Eu só estou acreditando no que eu sempre cri até os Avassaladores lançarem seu grande hit! Quero ter a minha liberdade para poder me prender realmente a alguém que valha à pena e depois “eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar, e de você e de mim” (REIS, Nando). #ficaadica

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Da cabeça aos pés

Sabem todas aquelas teorias que erradicam as compras como terapia e nos acusam de loucas compulsivas? Pois é, nem sempre é assim. Não gosto de futilidades, nem de egoísmo, nem de consumos desnecessários, porém, adoro compras. E qual mulher não gosta? Quem nunca se arrependeu por um descontrole em alguma promoção que arremesse o primeiro salto 12!

Eles são tão, tão, tão... (suspiro) Perdição! Por que quando compro dois ou três livros num mês, minha mãe não berra ao mundo todo que eu sou uma compradora descontrolada? Por que esse preconceito com os sapatos? Um enriquece a mente, outro enrique o corpo. Ponto. Cada um no seu espaço. Não nos tornamos fúteis, nem centopeias, por nutrir esse apreço (e acredite, tenho mais ciúmes e zelo com meu acervo literário que com meus belos pares de calçados).

Mas, só quem já agonizou com uma TPM infeliz sabe o poder revigorante à confiança que um bom (e confortável) salto alto pode gerar. Se não fosse tão arrogante e prepotente, concordaria com meu eterno muso, Dr. House, quando disse, em algum episodio da primeira temporada, algo que indicava que a insegurança feminina e a altura dos seus saltos estão proporcionalmente ligadas. Às vezes.

O “por quê?” eu não sei, só sei que sapatos ocupam o ranking da nossa preferência e que talvez sejam para nós o que os carros são para a maior parte dos homens: um assunto que a classe detém autoridade (claro! Homens se calçam e nós dirigimos também e sempre há exceções). Eu preciso me justificar! No geral, gostamos de cores (flores, amores...), de detalhes, de poder... E sapatos causam isso! (Só tenha mesmo cuidado! Todas nós somos habilitadas a nos tornarmos loucas compulsivas! Faça uma planilha, no Excel mesmo, com suas despesas mensais e se organize dentro do seu limite.) Então, se são os pés que nos levam à diante, nada mais digno que eles façam isso de maneira glamorosa. #ficaadica

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A questão vai bem além

Tenho escutado muito a respeito desse assunto. E são coisas absurdas! Inacreditáveis! Inaceitáveis!

Olá, homens! Vivemos em uma sociedade patriarcal, mas nem tudo é como já foi, desde o século XIX, quando a mulher encontrou a chave de casa e resolveu sair da redoma em busca de empregos e de liberdade. E não é mais habitual o uso de tacapes, bastões para conquista de uma fêmea, desde a época do Capitão Caverna.

Certo! Ainda somos machistas em alguns aspetos. Por exemplo, paradoxalmente, não me sinto bem e nem quero ser dependente financeiramente de um homem (nem do meu pai mais), mas a conta do restaurante e todas as despesas do passeio podem ser deles, né? Até porque foi grande o gasto que tivemos para chegar até ali (e sim, sempre leve sua reserva. Pessoas são imprevisíveis e você não quer lavar louça como o pagamento ou voltar para casa correndo).

E há outra coisa! O legal é quando não há dominações (até porque estamos falando de relacionamento, não de vaquejada). Não é saudável que um dos lados queira controlar o outro. Afinal, já é um grande desafio a manutenção de uma união entre pessoas com necessidades psicológicas e biologicamente diferentes. #ficaadica

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A realidade

E assim eu fui informada, essa semana:

NOVA SMS SIM 1*

(sic)
Procura-se um homem bonito, fiel, meio nerd – não muito –, rico, com futuro, bom de papo, carinhoso... Para apresentar PARA MIM. ae, existe aqui ou procuro no facebook? kkkk

Acredite! Você tem capacidade para conquistar uma fusão da masculinidade do Capitão Nascimento, com a maturidade do Edward Cullen (hoje ele tem cerca de 110 anos, período necessário para o amadurecimento masculino), a pegada do Vin Diesel, a determinação do Hugh Jackman, o sorriso do Thiago Lacerda, a dedicação do Andy Garcia (como Michael em Quando um homem ama uma mulher) e o bom humor do Gerard Butler (P.S.: I Love you. Isso basta!). Você pode! O problema é que ele vive lá com o Shrek e a Fiona, lá no reino Far, far away...

E assim eu fui rebatida, ainda essa semana:

NOVA SMS SIM 1*

(sic)
Eis a dúvida: se o homem bonito e legal tá no reino distante, a gente pode se deixar cair no papo de um bonito que não presta?

Bem, é aquele lance, né? Quem não tem gato, caça com cachorro! Agradeça se encontrar um solteiro e hetero. Pague penitência se ele não dançar o “Tchubirabiron” ao volante, não surrupiar peças do seu vestuário, não gargalhar como um louco (batendo os pés e as mãos, simultaneamente) durante uma apresentação teatral que não é cômica, não dividir a conta do cachorro quente e não ter fugido da apresentação às regras ortográficas e/ou gramaticais. E o canonize se ele não agir como se tivesse 17 anos, mesmo tendo muitos verões a mais. Mas, não, não caia no papo dele. O poeta já nos diz: “Amor é amor e um lance é um lance...” . #ficaadica


* A identidade da emissora não será revelada. Eu prometi!