quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Os elementos

Quem descobre que o fogo queima, passa a preferir a água. Até perceber que também pode se afogar. Os riscos levam à cautela e, quanto mais avassaladores forem os danos, maior se torna o receio em se arriscar novamente. Mas, isso não basta. Não te paralisará. Um dia fará calor demais e você enfrentará a correnteza novamente. Noutro, o frio será tão intenso que você não se importará em se aconchegar mais próximo a algumas labaredas.

E, de vez em quando, você vai cutucar, vai dar vazão, vai sentir prazer em deixar doer, só para saber que ainda não morreu. E é tudo por medo. Te assusta (porque somos desnecessariamente egocêntricos) o fato de que os planos que eram seus cabem em qualquer lugar, numa caixa esquecida num armário, ou nas mãos de outro alguém. Pode ser difícil de aceitar, ou até de entender, mas eles não existem mais, não daquele jeito.

Vi num texto publicitário, certa vez, que o único capaz de curar tudo isso seria o tempo, só que ele não teria a menor pressa em executar tal missão. E quer saber? Talvez ele esteja mesmo certo. O maior desejo é de que tudo (tudo, tudo, tudo, tudo) passe e, com exceção para coisas efêmeras, é necessária muita paciência para isso. Até lá, use esse incômodo como combustível. Extermine o tempo ocioso, busque capacitações profissionais, interrompa aquela leitura dolorosa e compre novos livros... Só não ponha a mão no fogo, nem mergulhe tão ao fundo. Você não está pronta para isso ainda. #ficaadica

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A grande questão

Levantei uma tese esse final de semana: homens altos são mais sortudos que os baixos. E discorrerei de forma simples.

Hipoteticamente, você está em uma festa, numa praça, sei lá, no Canadá (e você não vai encontrar a Luiza, porque ela já está de volta ao Brasil!)... Aquela aglomeração, aquele agito e, sorrateiramente, você percorre seu olhar pelo ambiente. É muita gente! Você não tem como fazer uma busca minuciosa, seus olhos captam aqueles que se destacam, e são eles os mais altos. É mais fácil a troca de olhares com alguém que você consegue enxergar melhor e isso é o ponto de partida para um possível flerte.

Não estou fazendo apologia ao uso de grandes comprimentos (até porque os meus 1,72m já me condenaram), só ressaltando uma análise. Quanto aos mais baixos, não se preocupem! A primeira impressão não é sempre a que fica e há outras formas bem mais relevantes de se destacarem na multidão (um perfume, um jeito de dançar, um relógio usado no braço correto... e garanto que várias mulheres pensam assim também).

Claro que não faz o mínimo sentido tentar discutir gosto (e garanto que não é isso que estou fazendo), só que aqueles que se aproximam do nível 1.8 na escala métrica tem um ponto à frente na balada. Enjoy it! #ficaadica

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vamos cuidar do jardim?

Acetona é mais barata que esmalte, compre um vidrinho! Ninguém merece unhas descascando! Causa aspecto de desleixo. E outra, o cabelo é a moldura do seu rosto e exala seu cheiro por onde passa. Pelo amor de Deus, escova não dura uma semana, não. É anti-higiênico! Sua cabeça faz parte do seu corpo também, pense o quanto ela se sente ofendida em ficar tanto tempo sem contato com a água, com a limpeza, com a leveza dos ventos (porque a tendência é o óleo grudar as madeixas na cabeça e você vai ficar com aspecto do professor Snape, do Harry Potter).

Sou suspeita em falar sobre isso, mas o vermelho dá um up em qualquer visual. E especialmente quando ele se manifesta em dois pontos: nos pés e na boca. Sapatos vermelhos (e quanto mais finos os saltos, melhor) levantam autoestima e te dá visibilidade (adoro o poder deles!). Me perdoem os tons rosadas, acobreados, nudes, mas batons vermelhos causam! (Antes de qualquer coisa, aprenda usá-los! Eles tendem a destacar qualquer imperfeiçãozinha, mesmo aquelas que só poderiam ser vistas por microscópios) A boca é um foco de sensualidade do corpo e uma boca vermelha explode isso.

Por último (e o mais importante de tudo!), não acumule pelos! Os animais precisam deles para se manterem aquecidos e alguns, como os micos leão dourados, precisam deles para serem identificados. Você não é um mico, portanto não precisa pagar um. Li uma vez, em uma matéria, que as gregas da Idade Média arrancavam seus pelos com as unhas. Hoje, você dispõe de milhares de recursos e vai ficar se apegando a que? Recorra à cera, ao creme depilatório, ao aparelho de barbear, à pinça, às unhas de uma grega...

Só não se esqueça que você reflete o seu interior, então, antes de qualquer coisa, cuide-se por dentro e livre-se de sentimentos feios. Você não conseguirá absorver o que é por fora para dentro das suas emoções. #ficaadica

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pelos motivos certos

Não há maldições que irão te prender à solidão por toda vida. Você não conhece a história da Branca de Neve? E a da Bela Adormecida? As maldições não perpetuam. Certo, o budismo e algumas outras religiões pregam a existência do “carma”. Calma! Qualquer coisa, você pode parar de comer maçãs, ou evitar máquinas de costura, ou mudar de guru.

Sem entrar em questões religiosas, espiritualistas ou ideológicas, o ponto aqui é outro: seu encalhamento (lá lá lá láa...). Você não está assim porque sua família leva um estigma de que todas as mulheres ficarão para titia, ou porque você tem espírito de homem, ou porque suas irmãs mais novas se casaram antes de você. Me poupe! Seria muita mesquinharia do Universo permitir que alguém já nascesse fadado a sofrer sem ter a mínima chance de mudar as coisas. Claro que esse conceito explicaria de forma mais fácil um tanto de coisas que não entendemos ou aceitamos. É mais cômodo ter uma força superior para culpar, que aceitar que somos cercados pelos resultados de ações humanas egoístas (inclusive as nossas próprias).

Sei que temos necessidade de justificar tudo que acontece e que o medo fertiliza a nossa imaginação, mas cuidado. Não se limite pelos motivos errados. Talvez você ainda não tenha alterado o seu status no seu Facebook por não saber escolher, ou por não estar preparada, ou por ter vivido tantos traumas, ou pelo seu comportamento não condizer com o seu desejo, ou talvez porque o número de pessoas que queiram relacionamentos sérios esteja cada vez mais reduzido (a oferta de outros produtos mais práticos no mercado é grande e a vida de solteiro é mais simples), ou talvez seja tudo isso junto.

Mas se, ainda assim, você quiser se precaver procure uma boa rezadeira, tome uns banhos sal grosso, faça uma novena para Santo Antônio e entre com um processo judicial contra a sua família (que sina pesada essa, hein?). #ficaadica

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Se é pra falar...

Para a maior parte das mulheres que eu conheço, depois de conseguir estabilidade econômica e êxito profissional, o amor vem como segunda meta de vida. A verdade é que o amor anda muito instável, logo, se torna mais fácil à dedicação a uma área que depende quase que exclusivamente de você mesma para se alcançar o sucesso. A racionalidade e a realidade nos levam a essa organização.

As músicas atuais (“namorar pra quê? Se ficar é mais gostoso...”) nos levam para longe do amor. Fato. As tragédias das nossas vidas (e dos outros 96% da população feminina que conhecemos) nos levam para longe do amor. Outro fato. Os caras que juram amor eterno (a verdade é que não escutamos bem, eles dizem assim: “Enjoei do 'bom dia', hoje vai ser: 'Você é o amor da minha vida'”) nos levam para longe do amor. Mais outro fato. Até o comercial da Skol nos leva para longe do amor! (E parece que a gente acelera como se não houvesse amanhã, né?)

Recentemente, Millôr Fernandes citou no Twitter que: “‘Eterno’ em amor tem o mesmo sentido que ‘permanente’ no cabelo.” (Na mesma linha química, minha escova progressiva sobrevive por uns três, aproveitando as raspas das pontas, até quatro meses.) Quem fez isso, mundo? Quem transformou o amor em um processo com prazo de validade tão curto? Então é isso? Eterno é qualquer espaço de tempo que ultrapasse esse minuto?

Talvez eu e Lulu Santos sejamos os últimos românticos no meio desse Oceano Atlântico, mas... Ah! Deixem-me ser o amor. Eu só estou acreditando no que eu sempre cri até os Avassaladores lançarem seu grande hit! Quero ter a minha liberdade para poder me prender realmente a alguém que valha à pena e depois “eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar, e de você e de mim” (REIS, Nando). #ficaadica

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Da cabeça aos pés

Sabem todas aquelas teorias que erradicam as compras como terapia e nos acusam de loucas compulsivas? Pois é, nem sempre é assim. Não gosto de futilidades, nem de egoísmo, nem de consumos desnecessários, porém, adoro compras. E qual mulher não gosta? Quem nunca se arrependeu por um descontrole em alguma promoção que arremesse o primeiro salto 12!

Eles são tão, tão, tão... (suspiro) Perdição! Por que quando compro dois ou três livros num mês, minha mãe não berra ao mundo todo que eu sou uma compradora descontrolada? Por que esse preconceito com os sapatos? Um enriquece a mente, outro enrique o corpo. Ponto. Cada um no seu espaço. Não nos tornamos fúteis, nem centopeias, por nutrir esse apreço (e acredite, tenho mais ciúmes e zelo com meu acervo literário que com meus belos pares de calçados).

Mas, só quem já agonizou com uma TPM infeliz sabe o poder revigorante à confiança que um bom (e confortável) salto alto pode gerar. Se não fosse tão arrogante e prepotente, concordaria com meu eterno muso, Dr. House, quando disse, em algum episodio da primeira temporada, algo que indicava que a insegurança feminina e a altura dos seus saltos estão proporcionalmente ligadas. Às vezes.

O “por quê?” eu não sei, só sei que sapatos ocupam o ranking da nossa preferência e que talvez sejam para nós o que os carros são para a maior parte dos homens: um assunto que a classe detém autoridade (claro! Homens se calçam e nós dirigimos também e sempre há exceções). Eu preciso me justificar! No geral, gostamos de cores (flores, amores...), de detalhes, de poder... E sapatos causam isso! (Só tenha mesmo cuidado! Todas nós somos habilitadas a nos tornarmos loucas compulsivas! Faça uma planilha, no Excel mesmo, com suas despesas mensais e se organize dentro do seu limite.) Então, se são os pés que nos levam à diante, nada mais digno que eles façam isso de maneira glamorosa. #ficaadica