sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Transcendendo

Estávamos em três. E éramos três grandes e lindas amigas conversando sobre a vida, quando chegamos À (maiúscula mesmo!) conclusão: em algum momento, precisamos de canalhices masculinas para transcender. Nada como a dor de ser enganada para aumentar a esperteza. Nada mais providencial que um cara querendo te fazer se sentir como um nada para te impulsionar a ser melhor.

Pense como ele FOI (do verbo ser conjugado em algum pretérito do passado) legal! Agora você é boa o suficiente para encontrar alguém melhor. Ainda que inconscientemente, ele te incitou a frequentar assiduamente à academia, te fez ler mais livros e entrar num curso de língua estrangeira, te ensinou a aproveitar mais o poder dos saltos altos e de uns bons óculos escuros.

Mesmo que, além de tempo, você tenha perdido algum bem material, desapegue-se! Talvez ele já até tenha dado o tal do bolero para outra. Vá à rua e compre outro. E compre à vista, para não ter chances de se martirizar quando a fatura do cartão chegar.

E sabe quando se tem certeza de que ele não te atinge mais? Quando você para de pedir a Deus pela união dos seus caminhos e passa a pedir pelo bem dele (bem longe dos seus sentimentos e, claro, um pouco menos cretino) e deseja isso de coração (é fundamental ser sincera consigo mesma!). Esse já é o mais forte indício de que você realmente anda se desapegando. #ficaadica

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Às vezes, mudam.

Há coisas que não mudam e são meras questões de gêneros. Nem sempre tem a ver com “Guerras de Sexos”. Homens serão sempre homens e, em algum momento, te trocarão por uma partida de futebol. Mulheres serão sempre mulheres e tornam-se preocupação quando começam a acessar sites de combinações astrológicas.

Há coisas que não mudam e... Nós passamos horas ao telefone. E sim, falamos bastante de homens. Nós gostamos de compras. E sim, sapatos são (98% das vezes) o nosso ponto fraco. Nós comemos muitos chocolates. E sim, achamos que as coisas melhorarão depois disso. Nós acreditamos no amor. E sim, nos enganamos também.

Mas, estamos conquistando espaços que antes não nos recebiam muito bem. Também sabemos liderar, com responsabilidade, competência, salto alto e unhas bem feitas. E há milhares de exemplos disso na nossa sociedade. Tipo... Eu, por exemplo! (Risos) Mas, vai lá... Agora temos uma dama à frente do país. Isso deve ser levado em consideração (não estou discutindo se esse é realmente um bom exemplo, tanto de feminilidade, quanto de sucesso. É mais por simbolismo cromossómico XX, certo?).

Pela América Latina já temos três presidentas: a Cristina Fernández, da Argentina, a Dilma Rousseff, aqui no Brasil, e a Laura Chinchilla, da Costa Rica. Sem contar as grandes executivas que se destacam pelo mundo. Entre elas, a presidente mundial da Avon, Andrea Jung, que foi muito feliz ao fazer uma colocação numa entrevista à revista Claudia, dizendo, sabiamente, que, “Para a mulher de hoje, ser confiante, independente economicamente, ter voz é tão importante quanto ser bonita. Ser forte equivale à beleza interior e exterior.” (Que assim seja. Amém!)

Só não posso deixar de citar o que, segundo a minha fonte masculina, nós, mulheres, nunca seremos melhores que eles: motoristas e árbitras de futebol. Na hora, ainda debati (típico de jornalista)... Porém, minha própria experiência de vida não reforçou muito que ele estivesse errado. Acabei aceitando. Mas, só porque ele não disse que somos piores, apenas que não os ultrapassaríamos nesses quesitos. Acho que podemos nos equiparar. (E só para constar, tenho habilitação e sei o que diferencia o pênalti da falta. Isso deve me dar alguma vantagem!)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O Dia do Sexo e o FGTS

Eu juro que até tentei, mas não pude deixar de tocar no assunto. Dia 06 de setembro. Para muitos, é simplesmente o dia que antecede o feriado de Independência do Brasil. Sugestivamente (6/9), a data foi instituída, por uma estratégia de marketing de uma marca fabricante de preservativos, como o Dia do Sexo. E só fiquei sabendo disso agora a pouco, pelo Twitter. Claro que ainda há tempo para se programar e comemorar. Mas, a questão é outra, e puxa um assunto que há tempo vem me rondando.

Sexo não é mais exclusividade para casais estáveis (não estou julgando se isso é certo ou errado, apenas, retratando uma realidade). Hoje, relacionamentos não se enquadram somente em namoros, noivados ou casamentos. Há rolos, ficadas... E, há algum tempo atrás, por meio de uma amiga, fiquei sabendo de uma nova modalidade: o relacionamento FGTS.

Bem, não existe correlação com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, de origem empregatícia. Na verdade, nem estabelece garantia alguma. No nosso contexto, FGTS é ter (não espere que eu traduza o significado da letra “F”. Minha versão fica mais legal!) Alguém Garantido Toda Semana.

Na teoria, tem tudo para dar certo. Você vai ter alguém para se encontrar nos finais de semana (ou nos dias de jogos, fica ao critério), não vai ter cobranças, não vai se sentir sozinha, vai estar liberando mais endorfina (lê-se: mais prazer)... Mas, na prática, na vida real (e descobri que há muita gente adepta ao estilo, sem nem saber), por ser complicado. A não existência de comprometimento bate de frente com a constância de encontros. E, se um dos dois lados não souber lidar muito bem com isso, o que antes era só alegria vira momento para D.R.’s, e aí, perde todo o sentido. Começa a existir a parte chata do namoro, dentro de um espaço muito pequeno de tempo, de proximidade e de empenho.

Logo, se você consegue separar sexo de sentimentos, fica aí, uma boa sugestão para extravasar de vez em quando. Caso contrário, nem tente.

Quanto às datas legais do calendário, não se esqueçam de marcar na agenda o dia 31 de julho também. É o dia do orgasmo (e, para mim, foi a melhor data para colocar um ponto final em uma questão mal resolvida de toda semana). #ficaadica

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desligando a insegurança

Já li vários manuais nos estilos “por-que-os-homens-falam-e-as-mulheres-respondem?” ou “porque-os-homens-amam-mulheres-da-bunda-grande.” e etc., adoro as matérias da revista Nova e, o principal, sou mulher e tenho amigas. Fatalmente, cheguei às conclusões que, naturalmente, homens são desligados e mulheres são inseguras. É claro que, a proporção da característica, varia de indivíduo para indivíduo.

Essa constatação chega a ser ridícula, de tão óbvia. Mas, boa parte dos problemas que nos metemos tem alguma ligação com a falta de administração da nossa característica chave ou com a falta de compreensão com a do lado oposto. E não pensem que eu estou justificando erros, não é nada disso (se ele não tá nem aí para nada, o mande pastar!). Só que, a nossa insegurança (mesmo que seja de apenas 0,06%), às vezes, vai de encontro com o desligamento natural deles. E aí, “cabrum!”... Incertezas, desconfianças, cobranças... Aff! Tudo vai para o brejo.

Insegurança, aqui, não é só o medo de ser traída, é mais o receio de não estarem compartilhando o mesmo sentimento, na mesma intensidade. E não, não é frescura. A situação é delicadíssima: mulheres precisam ter certa cautela, pelo menos no início, em expor sentimentos, porque os homens também tomam “nojinho”, e muito mais rápido. (Só que tratam de outra forma. Enquanto nós nos afastamos do que não queremos, eles não se incomodam em aproveitar o que têm.)

A atenção dedicada e a falta do retorno na mesma proporção causam desconforto nos dois lados: a nós, que não nos incomodamos em receber mensagens ao longo do dia, e a eles, que não se incomodam em sair com os amigos e esquecerem todo o resto.

C'est la vie! É importante refrear-se nas cobranças (deixe esse papel para a mãe dele). Tente sempre se ver como o que você é, que é alguém que ele escolheu para ter por perto. Lembre-se que há concorrência para os dois e, você se tornando uma louca-rastreadora-obsessiva, não vai lhe trazer vantagens no mercado. Esteja por perto, mas esteja bem firme, aonde quer que seja. #ficaadica

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sentido

Não faria mesmo sentido, tanto sol, num dia de nuances tão vazias. Da janela, do quarto da frente, vivia o que queria. Um dia cinza, mas não cinza escuro, era num tom mais aberto, talvez, querendo até chegar ao branco. O clima frio gerava uma ruidosa sensação de vento.

Então, saiu. O calor que a envolvia naquele momento, brotado do próprio corpo, não bastava para refrear o que tremulava-lhe a alma. Não era tão excitante quanto tristeza, era algo infinitamente sereno, calado, sem necessidade de tatos ou contato.

Caminhou sem nada ouvir. Apenas, via. E viu. Tamanha fora a perfeição em sua visão, que não poderia ter enxergado de outra forma, se não, com o coração.

Olharam-se nos olhos. Acabavam-se as palavras. E, mesmo que ainda as houvesse, não saberiam mais o que dizer. Beijaram-se. Numa cúmplice veracidade, numa doce ferocidade...

São desses momentos em que os olhos se tornam quase irrelevantes. Tudo que basta é calor, toque e cheiro. Basta uma presença sentida. Sentida bem próxima. Próxima como uma respiração. Necessitavam-se. E reconheciam a mutualidade existente naquele instante.

E, quase havia se esquecido, sempre brincaria com um pedaço de sonho até o adormecer.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Transforme-se*

Lembre-se que o mundo em que vivemos é feito de decisões, de escolhas, de atitudes. É claro que nós, na nossa imperfeita humanidade, não acertaremos sempre. É preciso dosar humildade, orgulho, compaixão, satisfação pessoal... Coisas extremamente difíceis de lidar e alcançar em medidas exatas.

Pessoas não mudam num passe de mágica, até porque a mágica não é párea para isso. É necessário querer ser lapidado, é necessário querer viver o amor ao máximo. Como? O amor que Deus sente por sua criação, por seus filhos, é algo que sobrepõe a racionalidade. É indefinido, mas não irreal. Permita-se ser tocado. Permita-se querer o bem à todos, indistintamente. Permita-se ter a certeza de que Ele tem o controle sobre todas as coisas. Dispa-se de títulos, de distinções, de soberbas, de impetuosidades.

Sinta-se como se toda a luz do Sol coubesse em você. E, claro, sinta que você é fundamental para irradiar essa energia. O mundo precisa disso, o mundo precisa de você. Mas, não se esqueça de que você também precisa do mundo, e precisa muito, de cada folha, de cada sonho, de cada gota d’água, de cada sorriso, de cada pedra e de cada lágrima. Por que se não, qual seria o sentindo de iluminar?

E como um músico poeta falou certa vez, à uma amiga minha, “Acredite-se!”. Deus te fez capaz.