quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Seu lado "O Astro"

Não acredite que você vai ficar mais forte a cada nova decepção. Você pode ficar tudo: mais louca, mais esperta, mais fria, mais gorda, mais otária... só não ficará mais forte. Até parece! A intensidade da sua dor não tem muito a ver com a quantidade de desilusões que você acumula, e sim, com as expectativas que você constrói (mesmo as mais bobas, como esperar que ele não “omita” [lê-se: minta] o estado civil).

Comece estabelecendo critérios, sejam lá quais forem (sei lá, por exemplo, exclua os caras que morem na capital, que comecem com a letra “A”, ou que você tenha conhecido em uma festa, que você foi de penetra, num janeiro qualquer...). Só tente ser coerente e se esforce ao máximo (mas, ainda assim, não haverá garantia de que será).

Não ache que as coincidências são os sinais certos. Hipoteticamente falando, se envolver again com alguém, voltemos ao exemplo anterior, que mora na capital, comece com a letra “A” ou tenha conhecido ao final de um mês de janeiro, não quer dizer que foi o destino. Esqueceu como a vida é piadista? Vai que, num novo exemplo hipotético, os personagens em questão tenham, também em comum, o mesmo apreço por mentiras? #ficaadica


Exemplos meramente ilustrativos (A letra "A", por ser a primeira do alfabeto; o mês de janeiro, por ser o primeiro do ano; a capital, por ser referência do estado).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Por dentro

Ansiava pela resposta que, lucidamente, sabia que não teria. Passara a desejar o fim do dia com maior intensidade, não mais como antes, quando aguardava pelo som daquela voz, mas, agora, almejava por uma brecha para se deleitar em sonhos. Seu coração andava cheio, e sabia que era de lágrimas.

Por mais que o tempo passasse rápido, não se importava. Pouca coisa mudava. Parecia brincar com um raio de sol que, ao final, lhe escaparia entre os dedos. E cada segundo doía. Doía pela espera. Entretanto, ainda assim, essa dor seria menor que a de ter que voltar atrás, confirmando que já não fazia mais sentido. Sabia que sofreria, mas, protelaria, mesmo sabendo que, em algum momento, o incomodo se desfaria.

Tinha medo de arriscar e perder. Era covarde o suficiente para conviver com dúvidas, cultivando incertezas, e ficando cada vez mais óbvio o lampejo de dor que lhe marcara.

domingo, 23 de outubro de 2011

Quer saber? Não desista de buscar.

Em algum momento, você também já construiu e, logo em seguida, destruiu muitos sonhos por aí. E sabe por quê? Porque prostituíram o amor e, devido a isso, as pessoas se envolvem com as outras sem pensar que sempre há corações por trás de tudo isso. Pouco se importam em conquistar, para depois magoar.

O pior é que tantos erram por gostar (achando que é amor), que a imagem do romantismo anda decaída. Mas, mesmo assim, procure o que você ainda não achou. Queira um suporte, nunca uma escora. Queira a verdade, não uma ilusão, porque logo, logo ela vai se transformar em dor. E (essa é mais importante que o ar!) queira alguém que te queira. E que te queira mesmo sabendo da sua mania boba em não conseguir dormir sozinha e da sua compulsão por chocolates.

Busque alguém para andar de mãos dadas, sim. Entretanto, escolha uma pessoa que você confie. E que essa confiança perdure mesmo quando seus dedos tiverem que se afastar um pouquinho.

Acredite em palavras, porém, se fundamente em ações. #ficaadica

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um conselho

Seria um conselho direcionado, mas sei que, a muitas outras, ele será fundamental. Não escolhemos a intensidade do que sentimos pelas pessoas. As coisas fluem por alguma lei hermética e todo mundo sabe que é mais fácil falar, que sentir.

Não permita que perder alguém faça com que você se perca também. Seja lá quem for essa pessoa, ou o papel que ela represente em sua vida. “Nada nem ninguém vale a minha paz”, eu li isso em algum livro e, hoje, consigo absorver sua essência. Não queira levar sua vida sem sentir o sabor de tudo que lhe cerca. Há doçura nas manhãs. Há frescor nos entardeceres. Por mais que seu paladar relute em perceber tudo isso algumas vezes.

Sinto muitíssimo em informar, mas, a importância dada às histórias, dificilmente será a mesma para todos os envolvidos. Parafraseando Einstein, “Tudo é relativo”. Eu sei, tem aqueles que não ligam a mínima, né? Que não reconhecem o valor das noites insones de saudades, que não se importam com o peso das promessas feitas, ou não ligam para todo o tempo que foi gasto na construção de uma história, que não faz mais sentido.

Mas, preciso te contar uma coisa: ele só foi importante porque você o deu importância. #ficaadica

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma história da vida

Era uma vez uma menina e um menino que não tinham nada em comum. Não haviam estudado juntos, não frequentavam os mesmos lugares, não torciam pelo mesmo time, não eram da mesma cidade e nem haviam nascido na mesma época.

Só que a vida se encarregou de aproximá-los. Talvez o sorriso dela combinasse com os olhos dele, ou o abraço dele precisasse do corpo dela, ou as palavras dela precisassem do cansaço dele... Bem, a vida não quis se explicar, mas, os ligou.


Para a menina, não foi à primeira vista. Mas, para ele foi. E se não tivesse sido, não a convenceria à existência de uma “segunda vista”. Conversas gostosas, olhares tão confiantes, e, principalmente, a sensação deliciosa que tinham em serem exatamente como eram.

Aí, o que esperar dela, senão, que se apaixonasse? E tenho para mim que, a vida já deveria saber disso quando os apresentou. Só que tão acostumada às escolhas erradas, a menina relutava em acreditar no que sentia. Entretanto, reconhecia sentir.

E, quanto ao menino, sabe-se que ele a quer. Dizem que todos sentem no ar. Mas, não posso me prolongar, nem ousaria detalhar, ainda estou esperando a vida me trazer mais informações a respeito.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Mesmo sem querer...

A verdade é que você acha que a sua vida sentimental foi destruída (e que, se não foi aquele “ele” sozinho, ele contribuiu em 96% para isso). Não por ter “pisado em seu coração” ou “destruído seus sonhos”, até porque isso é pieguice ao extremo. A verdade é que, depois de todo o tipo de estupidez que você já escutou, agora só espera o pior dos próximos affairs. Depois daquele “ele”, tenho a impressão de que as pessoas têm a mesma facilidade de se enjoarem de mim, quanto eu delas. E, sem falar que, já achei estar me envolvendo com um bígamo, com um psicopata, com um frívolo... O fato é que a gente perde a crença (se não toda, pelo menos 96% dela).

Há ainda o agravante de que os homens (e são TODOS!) têm um mecanismo de defesa natural que é ativado ante o cheiro de D.R.: eles se esquivam. Talvez nem seja por mal (mas isso ultrapassa à nossa compreensão), só que eles fogem dos “blá, blá, blás...” (sim! Às vezes, as D.R.s são mesmo desnecessárias) das maneiras mais sórdidas e imprevisíveis do universo. Depois, reaparecem com suas belas caras de pau, agindo naturalmente. Os resultados, possivelmente, serão dois: silêncio (apavorem-se! Ódio potencializado fica ainda mais ácido) ou explosão (pouquíssima coisa vai fazer realmente sentido nesse momento).

E fica difícil, né? Você tenta, e até acredita que o novo “ele” é um fofo de verdade, mas, você não consegue ser o seu melhor dentro do relacionamento, porque não se sente segura o suficiente. Quer saber? Melhor não insistir (mesmo isso não significando que você não o fará, certo?). Dê-se um tempo. Seja um pouco racional. Você anda exercitando demais sua insegurança, seu potencial para D.R.s e até o seu mau humor. E todo o resto de coisas boas que você tem que trabalhar em si mesma?

(E, é sério, eu não erro de propósito. Juro!) #ficaadica