quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O fim

Talvez não fosse o esperado, nem o pretendido, mas, foi o resultado. Caberia a eles somente aceitar, certos de que guardariam algumas mágoas, levariam um pouco de esperança e sofreriam com saudades nas manhãs vazias de domingos. Já haviam se marcado. Fossem pelos tantos dias chuvosos divididos, pelos tantos sorrisos rabiscados, pelos tantos “Eu amo VO-CÊ!” que acarretavam abraços exageradamente acalentadores.

De dentro, sabiam que não era mesmo o que queriam, só que, ciclicamente, era o que lhes havia sido imposto: início – meio – fim. Por mais que estivessem decididos em estender todas as etapas, os desencontros finais romperiam qualquer incitação de continuidade. Mania boba, essa de querer prolongar todas as coisas, né? E é tudo por puro medo de se espreitar com o fim. Não poderiam voltar o tempo, não saberiam alongar os segundos e não entrelaçariam caminhos, agora, tão ímpares.

A magia que os acompanhou até ali, não se perderia por completo. Poderia até se esvair dos seus sentimentos, mas permaneceria guardada em algum lugar fantástico que a vida reserva a todos os bons momentos. E quer saber? Eles mesmos manteriam um pouco disso vivo, sutilmente, entre perfumes irresistivelmente singulares, entre lanches com sucos de maracujá e biscoitos de chocolate, entre escolhas dos programas de televisão ou das programações de finais de semana.

Seguiriam. Tinham que seguir, mesmo cônscios de que haveria planos os quais nunca seriam postos em prática. E o fim se fez cruel por trazer à tona tudo que poderia ter sido e não será mais e por somente realçar os tons coloridos, ofuscando tudo aquilo que se pintou em cores cinza, ao longo do percurso já findado.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Vá em frente!

E quando você para e pensa: “Nossa! Que merda é essa que eu estou fazendo com a minha vida?”, preste bastante atenção! Talvez, seja esse o seu momento. Não há certo ou errado, há situações providenciais. Todas as nossas escolhas vão refletir em algum momento das nossas vidas e não temos com adivinhar quais serão os resultados. O fato é que, estamos sempre pagando para ver.

Arrisque! Mesmo. Sempre. E muito. Geralmente, quem se arrisca mais, vai mais longe e sabe se defender melhor (já caiu mais vezes, portanto, enxerga melhor os lugares onde não pode pisar em falso). Permita-se sentir, entretanto, seja firme consigo mesma nos momentos necessários. Eu sei! É bem chato, mas, nem todas as nossas vontades nos convêm realizar. Como já diz a canção:
"O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber..."
#ficaadica

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Deus (por mais uma vitória)

“Não tenhas medo, pois estou contigo. Não olhes em volta, pois eu sou teu Deus. Vou fortificar-te. Vou realmente ajudar-te. Vou deveras segurar-te firmemente, com a minha direita de justiça.” (Isaías 41:10)

Se não a Deus, a quem mais agradecer por toda a força nas madrugas produtivas? Por toda a motivação interna ante os pensamentos de desânimo? Por todo o zelo e estima, mesmo refletidos em pequenos detalhes? Por toda esperança plantada em meio às tempestades?

Não estou me referindo a Deus como um ser detido por essa ou aquela religião. Estou reconhecendo e agradecendo aquele que ama indistintamente: sem títulos, segregações ou predileções. Aquele que, por amor, entregou o seu filho primogênito para a redenção um povo desprovido da capacidade de entender tal sentimento. Aquele que conhece as intenções de cada coração.

Foram quatro anos em que a Sua presença se fez constante, onde as Suas mãos cooperaram para a construção de sonhos que cresceram, não só no meu, mas também em Seu coração. Obrigada ao Deus que se fez presente por todos os meios que encontrou, por meio de Sua Palavra, de um carinho materno, de amizades sinceras, de canções coloridas... Enfim, obrigada a Ele que não se limitou ao meu favor.

É! Agora sou, oficialmente, uma jornalista!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Da felicidade

Deram-lhe uma grande tarefa: construir a felicidade, mesmo que fosse num só pedacinho. Antes de qualquer coisa, buscou defini-la: “O que seria tal coisa?”. Não adiantaria caminhar insistentemente em busca de algo irreconhecível. Resolveu atentar-se a tudo que lhe parecia docemente colorido.

Uma menina descobrindo o sabor do amor, num beijo escondido, que, mesmo em meio a olhares que não se fixavam, causava-lhe frenesi à alma. Um senhor diante do neto que, sentado em seu colo, num frouxo abraço em volta do pescoço, roubava-lhe a atenção, ilustrando-lhe aventuras infantis. Um profissional inflando-se de satisfação pelo o reconhecimento dos bons resultados alcançados através do seu empenho. Uma mulher tornando-se infinitamente maior do que já supunha em toda sua vida, até então, ao tornar-se mãe.

Não havia ligações físicas entre o que observava, porém, a transcendência emocional e a amplitude sentimental que rondavam os acontecimentos levavam-na a crer que só entenderia a felicidade aquele qual conseguisse descobrir que a cada um cabe a responsabilidade pela construção da sua própria, mesmo sendo fundamental ter alguém por perto a partilhando.

domingo, 13 de novembro de 2011

O "Por quê?" de tal atração

Você sempre atrai homens cafas? A culpa é deles ou é você quem anda usando, mesmo que inconscientemente, essa característica como pré-requisito? Bem, para mudanças de hábitos, recomendo uma psicanálise (a la Sigmund Freud) ou um choque com a realidade. Irei desconstruir uma verdade que, talvez, assim como eu, você tenha se apoiado durante toda a vida: nem todo homem é cachorro (ou eles conseguem deixar de ser, em algum momento da vida).

Eu sei! As estórias cheias de cretinices que a sua prima lhe conta, os casos adúlteros vivenciados pela a sua amiga, os tombos que você mesma levou dos “príncipes encantados”, que lhe arremessaram dos seus cavalos brancos, são mais constantes que as situações contrárias. Mas, só que, há aquele seu primo que forma um casalzinho super fofo com a namorada e tem o pedido de casamento que a irmã da sua amiga recebeu, de um cara que quer tê-la ao lado por toda a vida. A questão não é discutir as proporções, somente a veracidade. Nem vale dizer que esses casais não têm problemas ou serão eternos, apenas que há respeito fundamentando o relacionamento e que eles querem que as coisas deem certo.

Há homens que são diferentes do habitual, porém, isso não torna tudo mais fácil. Existem os infindáveis fatores externos. O primeiro deles pode ser as desproporções numéricas. Porque não basta o número da população mundial feminina ser maior que a masculina, aumentando a concorrência, a quantidade de homens que NÃO se enquadram no senso comum tem que ser reduzidíssima. Outro ponto pode ser a mídia (e não, não faço a linha radical. Gosto da rede Globo e da revista Veja). Vamos ser sinceras! É uma verdadeira massagem ao ego ver um canalha incorrigível se transformando por amor. E sabe por quê? Porque quase todas as estórias românticas, tanto em livros, séries, novelas, filmes (esses em especial) e músicas, nos apresentam essas mudanças. Então, acabamos buscando por isso, também queremos ser o motivo para a redenção de alguém. Ah, a vaidade... Eis o grande mal feminino. #ficaadica

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Desapontar

Você sempre irá desapontar alguém. Quando não é intencional (e você tenta consertar logo as coisas), isso não significa nada, além de um reforço para toda a sua imperfeita humanidade. Estamos todos decepcionando e sendo constantemente decepcionados. Tudo porque esperamos do outro, seja compreensão às nossas necessidades, colaboração com os nossos projetos... Ansiamos à sensibilidade alheia, mas, estamos nós, também, disponibilizando isso ao outro?

O fato de você não corresponder às expectativas de alguém vai se tornando mais agressivo a medida que as suas tentativas de se redimir vão se esvaindo. Se você magoa e não se importa com os resultados disso, quem foi afetado só tem a acreditar que você não se preocupa em causar a dor. E, se essa pessoa nutre algum bem querer por você, tende a se decepcionar com a sua falta de sensibilização ante o seu sofrimento.

Claro que a intenção conta, mas a ação resulta. Portanto, se, mesmo sem querer, você deixou de atender ou entender, com a devida importância, alguém que lhe é especial, seja sincero e demonstre que essa situação não te fez bem também. #ficaadica