terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sim, amigos!

Aaah, podem! Homem e mulher podem partilhar simplesmente uma sincera amizade. Pode o planeta todo afirmar que não, que o sexo oposto só se aproxima (quando não é obrigação familiar, profissional, social, ou qualquer outro fator externo de imposição) se for eminente o interesse de cunho lascivo. Porém, vim aqui para refutar essa tese.

É lógico que nós também temos nosso lado investidor. Há aqueles “amigos”, antigos ou possíveis rolos futuros. Mas, há aquele amigo que é amigo. O mundo só precisa entender o funcionamento dessa relação, que é mais ou menos como amizade entre mulheres, só que, para ser bem franca, com mais cumplicidade.

Amigo que fala que a sua barriga está “molinha” (provavelmente porque não sabe empregar o termo “flácido” ainda), acha graça em apertar suas gorduras e você não se constrange por isso.

Amigo que já protestou contra a sua chatice, seu mau gosto quanto aos homens, suas fúrias, suas inseguranças, seu novo corte de cabelo... (ele te conhece bem, né? Fazer o quê?) Mas, ainda assim, mesmo já tendo previsto, ele te conforta em meio às suas crises irracionais, ou tenta suavizar os resultados dos seus dedos podres mode On, ou simplesmente joga na sua cara um intenso: “Eu sabia!”.

Amigo que atende seus caprichos, e o melhor: sem esperar nada em troca. Às vezes, só para ter sua companhia na volta da festa e poder falar dos foras que deu ou levou. Ou ainda, durante o evento, para ir com você a um lugar seguro para o xixi e azarar alguma bêbada que esteja por perto. E, na maior de todas as suas pirraças, conseguir cigarros e um lugar escondido para te ensinar fazer aquilo que você mais despreza durante a sobriedade: fumar (isso não quer dizer que, no dia seguinte, quando ele encontrar dois cigarros quebrados e uma caixa de fósforos roubada, no bolso da calça, ele vai deixar de te chamar de drogada).

Amigo que, mesmo difamando, prova as suas obras culinárias. Amigo que te ensina jogar videogame e guerreia ferozmente, mesmo você sendo uma dama inexperiente em Xbox. Amigo que não acredita em todas as suas pseudo promessas e te explica os motivos. Amigo que já te viu de ressaca, já te viu acordando, já te viu acordando de ressaca e ainda te chama de “gatinha” num momento posterior. Amigo que se sente em casa quando chega à sua casa, ou seja, já dominou todos os espaços e pessoas, inclusive aqueles que você não alcançou ainda. Amigo que salva seu Carnaval.

Amigo com quem você nem precisa falar todos os dias, nem todas as semanas, queira Deus que, pelo menos uma vez ao mês. Mas, quando qualquer ocasião te tirar do chão (seja porque desabou, seja porque você flutuou), ele não vai deixar de te ouvir por 54 minutos ao telefone. Até porque, ele também é o amigo que te quer por perto, já que, do mesmo modo, ele tem problemas conjugais, familiares, ocupacionais...

E tudo isso só funciona quando vocês se conhecem bem e bastante e mesmo assim não se intimidam com isso. Vocês não precisam se conquistar. Vocês não precisam estar sempre bem um para o outro. Vocês não precisam concordar sempre com as mesmas coisas. E, definitivamente, vocês não precisam se sujeitar um à vontade do outro. Basta somente uma mão estendida, aquela que já se faz tão presente, que você nem se lembra quando foi a última vez que precisou pedir por ela. #ficaadica

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sobre qualquer coisa

Tem amores que vêm para curar outros. Tem amores que vêm para curar a gente.

Eu já morri de amor. E várias vezes! Talvez por ter esperado, além dos pés cruzados no meio da noite, um olhar sinceramente compreensivo num dia cinza. Talvez por ter esperado, além de elogios, reciprocidade. Talvez por ter sonhado mais do que enxergado a realidade (3D e sem os óculos do cinema!). Talvez por ter esperado, e não ter entendido que a espera cansa, tanto a mim, quanto ao outro.

O Universo pode até não ter conspirado ao “nosso” favor, mas conspira ao meu. E sobre o morrer de amor, sempre nasci de novo. E mais forte. E mais bela. E mais eu. Sinto muito (ou não!), mas eu preciso mesmo aproveitar isso. Mesmo que, às vezes, madrugadas e silêncio conspirem contra tudo o que anda sendo equilibrado. #ficaadica

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Na guerra

Estimadas guerreiras, encham-se de força e depois a espalhe pelo mundo (é! Isso mesmo! Fofoquem à vontade!). E pode partir das premissas de que as coisas do coração não seguem um Manual de Ética e que o mundo está acabando (seja qual for a sua interpretação para isso). O tempo vai voltar atrás? Haverá segundas chances? Bem... Munam-se de momentos felizes, de lembranças gostosas e de sentimentos serenos. 

Vivam os saltos altos que nos tornam lindas e poderosas. Vivam os amores impossíveis e frustrados que nos tornam, simultaneamente, preservadas e maliciosas. Mas, vivam, também, os medos que surgem solitários. Vivam aqueles desesperos que nos levam a posicionamentos firmes. Vivam as horas onde o silêncio de um quarto torna-se lugar de comunhão (seja com Deus, com a paz ou com você mesma). 

E que não, nunca, nunquinha, faltem inspirações para sonhos (doces, loucos, firmes, grandes... Mas, seus!). E, quando for para ilustrar a letra 'A', que o primeiro termo à ser lembrado seja sempre AMOR. Guerreiras são assim também. Ah! E “missão dada, é missão cumprida”, viu? #ficaadica

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O masoquismo e nós

Freud nos apresenta o masoquismo sob a seguinte perspectiva: “O masoquismo apresenta-se à nossa observação sob três formas: como condição imposta à excitação sexual, como expressão da natureza feminina e como norma de comportamento”. Será que foi à toa que ele traçou esse paralelo, Brasil? 

Masoquismo é característica entranhada nas mulheres? Sentimentalmente falando, exaltar alguém que lhe causa (listando somente os sintomas com a letra “A”) angústia, ansiedade, apatia, asfixia, azia, é o quê? Esse é o conceito que você anda tendo de paixões e amores? Esse é o conceito que a racionalidade não teria problemas em aplicar ao masoquismo?

A própria "vaidade feminina" tem um quê masoquista. A necessidade da dor para o alcance do prazer é uma das vertentes dessa prática. Sapatos que estrangulam seus pés. Saltos que estouram suas veias. Depilações que dilaceram sua pele. Secadores que dissolvem o juízo. Roupas que te privam à respiração. Dietas que te banem os chocolates (essa é a maior renegação do seu próprio ser). E, muitas vezes, para muitas de  nós, não há hesitação em se entregar a essas torturas (pelo menos nada que chegue ao ponto de impedir tais ações). 

But, (exceto por um transtorno psicológico) não se sujeite a abnegações! Nem sempre vale à pena sacrificar suas próprias necessidades por desejos alheios. Livre-se dessa culpa! O mundo inteiro precisa de você. É só sorrir! #ficaadica

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Aos que se afastaram (ou aos que perdemos)

Temo, daqui a alguns anos, fotos me arrancarem lágrimas. E pior, despertarem aquela angústia vinda das incertezas. Posso ter falado algo inapropriado, num momento inconveniente. Posso ter me calado e trancado, além de palavras, a possibilidade de me libertar. Você sabe que não lido bem com a culpa. 

Eu esqueço. Às vezes, porque acontece. Às vezes, porque exijo. E seria estupidez achar que isso não aconteceria com você também. Tudo o que se afasta corre o risco de se perder. Só que, mesmo que minimamente sensível, fica sempre algo a ser lembrado. 

Cabe aquela música que embalou tantas noites de sorrisos. Cabe aquele dia que precisei do seu colo, da sua voz e do seu silêncio. Cabe até aquele fato que me afastou dois passos, mas que não teve forças para nos separar as mãos. 

E eu vou me esconder, pelo tempo máximo possível, daquilo que se levantar contra mim na busca pelo pedaço de conforto que se afastou com você. Até de você, se preciso.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

E será

Somos guerreiras. Sim, todas nós, mulheres, somos sobreviventes! E a vida nos torna o que somos: sarcasticamente duras. A disfunção psicológica e hormonal que vivemos mensalmente não me deixa mentir. Mas, não se preocupe! Sobreviverão sempre trejeitinhos femininos românticos em nossa essência.

Porque a gente descobre da forma mais bruta possível que o amor não todo é aquele nhenhenhem. Seu coração foi/está/será destroçado e desfigurado por uma marreta chamada decepção, que, impiedosamente, bate, esmaga, transforma em papa todos os seus sonhos e, ainda assim, você sobrevive.

E tenta se justificar com a premissa de que “o que tem que ser, será”. Bem, isso é muito reconfortante, mas pode não ser verdade. Sei lá! Diminui a culpa, só que, racionalmente falando, nunca haverá certeza plena. Perdemos oportunidades por medo, por escolhas erradas, por um desafio, por condicionamentos de visão, pela chuva, por uma conspiração do Universo... E realmente às vezes a culpa não é nossa. Mas só às vezes.

Portanto, não desista, não! Nada faz sentido mesmo. E se você não tentar pelo menos acreditar que um dia pode melhorar, ficará tudo mais difícil (sim! Pode piorar!). Acredite no amor. Acredite que um dia valerá à pena. Você é mulher, isso não será tão tortuoso assim. #ficaadica