segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Acontece

Verdade universal: homens não são santos. Mas, mulheres também não. Portanto, se você está num relacionamento ative o seu filtro, juntamente com seu bom senso, na capacidade máxima. Mas, fuja de paranoias (e discutiremos sobre a importância disso numa próxima oportunidade). E não, não espere mudanças bruscas nas pessoas. Isso acontece bastante em comédias românticas, mas, a vida real não é regida pelo mesmo ritmo. A frequência é outra! Se Deus, como ser supremo, nos deu livre arbítrio, seria muita prepotência querermos impor a nossa vontade a alguém, né?

Em entrevista à revista Claudia, da edição desse mês de outubro, a “poeta, ensaísta e ficcionista best-seller”, Siri Hustvedt disse que, “Não temos controle total da vida. Somos vítimas de acontecimentos. Não se pode culpar ninguém por estar doente. Não existem sete passos para ser uma pessoa melhor porque não é possível estabelecer um padrão e querer que todo mundo se encaixe. Buscamos soluções fáceis, queremos instruções de como é certo viver, mas essas respostas não existem. Somos seres complicados, e impor um comportamento pode ser destrutivo.” E quanto a mim? Concordo plenamente com ela.

Não há padrões, nem restrições. Somos nós, nossas escolhas e suas consequências. Acredito que somos capazes de tudo que desejarmos. Só não podemos dar a outras pessoas a responsabilidade pela nossa própria realização. Lembra-se do livre arbítrio? Deus não interfere em nossas escolhas, nós não interferimos nas escolhas dos outros... #ficaadica

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

No veneno

Não tenha ética! Potencialize seu ódio e faça com que todas as pessoas próximas a você sejam tocadas. Quanto mais pessoas falarem mal dele para você, mais decidida em destruir essa estória você fica. Ele foi mesmo um palhaço, convença-se!

Apague todas as mensagens que ele te enviou (a menos que você tenha um motivo muito forte para querer desaprender as normas gramaticais). O bloqueie no MSN (mas, não exclua do Face. Você é uma pessoa publicamente equilibrada!). Fico em dúvida quanto apagar ou não o contato na agenda... Isso é um grande paradoxo! Você pode manter o número, para não atender quando ele ligar, mas o tiro pode sair pela culatra quando você resolver encher a cara, porque vai ser a primeira proposta que seu celular vai te fazer (Fato!).

Ficar com outras pessoas para atingi-lo quase nunca vai funcionar. Seja objetiva: ele não se importa em te magoar e, muito menos, com quantos você vai ficar. Fique com quem quiser, mas não por ele. O que complica são as exceções. Por que parece que todo mundo tem um caso para contar onde, com esse feito, surtiu um resultado “positivo”? Mas, concentre-se! Já assistiu o filme “Ele não está tão a fim de você”? (Se não, providencie uma cópia, para ontem!). Pois é, é naquela vibe de que “somos a regra, não a exceção”.

Às vezes, desistir não é falta de interesse, é consequência. Não vale a pena se permitir ser feita de boba, por mais um minuto que seja. Porque uma coisa é você ser feita de boba sem saber, outra, completamente diferente, é ser conivente a essa prática. E, bem, eu não queria falar isso, mas... A palhaça maior foi mesmo você! Há uma nova lei regendo o Universo, e diz que quem usa os sentimentos sempre faz papel de bobo (o normal é não se apegar, ok?). Então, o censo comum te questionará, em tom de desdém: “Você estava mesmo gostando dele?” (você pode ser grossa ou ignorar a questão).

Não permita que ele saiba mais da sua vida, assim como você não se permitirá saber mais sobre a dele. Foi palhaça? Foi. Foi boba? Foi. Mas vai sair com dignidade! Você não enganou, nem desvalorizou ninguém. Você tem princípios. Ele não.

Faça tudo que a sua raiva permitir. Ou melhor, quase tudo (você não quer parar numa clínica psiquiátrica ou na cadeia, quer?). Só tenha em mente que, essa fase de raiva e ódio não pode ser muito longa. Delimite um tempo, sei lá, uma semana, duas... mas nada que supere a um mês. Esqueceu que você tem uma vida de aventuras cheia de boas emoções? Então não gaste toda a energia com coisas pequenas. E tenha em mente uma coisa: se você o está tirando (lê-se: destruindo) da sua vida, não volte atrás! Você não terá mais credibilidade com ninguém! Nem com os amigos, nem com os estranhos que você abordou na fila do banheiro da chopada, nem com o dito cujo e muito menos com você mesma. #ficaadica

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mas, por quê?

Alguém deu direito às outras pessoas de pisarem em seus sentimentos. E sabe quem foi esse alguém? Você mesma. Ah! Não vá entrar em crise! Agora não é o momento! Você acabou de ser informada sobre o seu próprio poder de autodestruição, o que te resta é tentar entender como acontece esse processo.

É tudo uma questão de lógica: pare de buscar justificativas para todas as coisas. Meu Deus do céu! Foi porque não deu certo! Ponto! Se não há perguntas, não há busca por motivos. Se não há necessidade de responder tudo imediatamente, você não busca outras pessoas para interpretarem sua vida. Você NÃO tem que se explicar para todo o mundo.

Queria entender a real necessidade dos seres humanos em quererem esmiuçar o “por quê?” de tudo (“Por que acabou?”, “Por que você não conseguiu o emprego?”, “Por que você não emagrece?”, “Por quê?”, “Por quê?”...). A busca pelo “porque” (da resposta) remexe coisas que ainda estão sendo acalmadas e, juro que, doerá menos se não houver tantos “por quês?”. Não os queira para você, e muito menos para o restante do mundo. Há coisas que é melhor só serem respondidas, quando não houver mais emoções envolvidas.

Você, como indagador, quer ajudar mesmo? Pronto! Ofereça um ombro amigo. Você, como questionado, escolha uma única pessoa, com um colo acolhedor e um cafuné gostoso. Isso vai bastar. Sem maiores delongas. #ficaadica

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Seu lado "O Astro"

Não acredite que você vai ficar mais forte a cada nova decepção. Você pode ficar tudo: mais louca, mais esperta, mais fria, mais gorda, mais otária... só não ficará mais forte. Até parece! A intensidade da sua dor não tem muito a ver com a quantidade de desilusões que você acumula, e sim, com as expectativas que você constrói (mesmo as mais bobas, como esperar que ele não “omita” [lê-se: minta] o estado civil).

Comece estabelecendo critérios, sejam lá quais forem (sei lá, por exemplo, exclua os caras que morem na capital, que comecem com a letra “A”, ou que você tenha conhecido em uma festa, que você foi de penetra, num janeiro qualquer...). Só tente ser coerente e se esforce ao máximo (mas, ainda assim, não haverá garantia de que será).

Não ache que as coincidências são os sinais certos. Hipoteticamente falando, se envolver again com alguém, voltemos ao exemplo anterior, que mora na capital, comece com a letra “A” ou tenha conhecido ao final de um mês de janeiro, não quer dizer que foi o destino. Esqueceu como a vida é piadista? Vai que, num novo exemplo hipotético, os personagens em questão tenham, também em comum, o mesmo apreço por mentiras? #ficaadica


Exemplos meramente ilustrativos (A letra "A", por ser a primeira do alfabeto; o mês de janeiro, por ser o primeiro do ano; a capital, por ser referência do estado).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Por dentro

Ansiava pela resposta que, lucidamente, sabia que não teria. Passara a desejar o fim do dia com maior intensidade, não mais como antes, quando aguardava pelo som daquela voz, mas, agora, almejava por uma brecha para se deleitar em sonhos. Seu coração andava cheio, e sabia que era de lágrimas.

Por mais que o tempo passasse rápido, não se importava. Pouca coisa mudava. Parecia brincar com um raio de sol que, ao final, lhe escaparia entre os dedos. E cada segundo doía. Doía pela espera. Entretanto, ainda assim, essa dor seria menor que a de ter que voltar atrás, confirmando que já não fazia mais sentido. Sabia que sofreria, mas, protelaria, mesmo sabendo que, em algum momento, o incomodo se desfaria.

Tinha medo de arriscar e perder. Era covarde o suficiente para conviver com dúvidas, cultivando incertezas, e ficando cada vez mais óbvio o lampejo de dor que lhe marcara.

domingo, 23 de outubro de 2011

Quer saber? Não desista de buscar.

Em algum momento, você também já construiu e, logo em seguida, destruiu muitos sonhos por aí. E sabe por quê? Porque prostituíram o amor e, devido a isso, as pessoas se envolvem com as outras sem pensar que sempre há corações por trás de tudo isso. Pouco se importam em conquistar, para depois magoar.

O pior é que tantos erram por gostar (achando que é amor), que a imagem do romantismo anda decaída. Mas, mesmo assim, procure o que você ainda não achou. Queira um suporte, nunca uma escora. Queira a verdade, não uma ilusão, porque logo, logo ela vai se transformar em dor. E (essa é mais importante que o ar!) queira alguém que te queira. E que te queira mesmo sabendo da sua mania boba em não conseguir dormir sozinha e da sua compulsão por chocolates.

Busque alguém para andar de mãos dadas, sim. Entretanto, escolha uma pessoa que você confie. E que essa confiança perdure mesmo quando seus dedos tiverem que se afastar um pouquinho.

Acredite em palavras, porém, se fundamente em ações. #ficaadica