quarta-feira, 9 de maio de 2012

Brigas de rua

Quando criança, eu era viciada num jogo de videogame: Street Fighter. Luta. Muita luta. Em todos os estilos. Hoje, já deixei o game de lado, mas, acho que as lutas continuam rolando ferozmente pelas ruas. E quer saber com que frequência eu vejo tantas brigas? Todo tempo! 

Amor e ódio são realmente mantidos afastados por uma linha finíssima. É estranho! Como pessoas, que dizem se amar tanto sob o luar, podem se tornar tão calculistas ao amanhecer? Quer uma espécie que, quase sempre, funciona dessa maneira? Ex-namorados. 

“Ah, isso é imaturidade!” Sim, e você não vai me convencer de que se isenta totalmente dessa linha de atuação quando sai de um relacionamento. Mesmo tendo sido você quem oficializou o fim, em algum momento, na posterioridade, você desejará poderes sobrenaturais para solucionar uma pendência ou outra (nem que seja uma capa da invisibilidade, como a do Harry Potter, ou uma visão de raio laser, como a do Ciclope). 

Alguns perfis são mais comuns aos novamente solteiros, há os que seguem a linha “eu quero que risque o meu nome da sua agenda”, ou “eu quero acordar sua família, eu vou escrever no seu muro e violentar o seu rosto”, ou “não desligue o celular, eu vou te rastrear”, ou ainda “depois de varar madrugada, esperando por nada, de arrastar-me no chão em vão” e, não menos comum, o estilo “agora eu sou solteira(o) e ninguém vai me segurar”. 

Mas, tem gente que vai além, né? Há pessoas que gastam suas energias só para atazanar a vida do elemento que, agora, é ex. E sabe qual é o grande aliado para essas façanhas? Redes sociais. Nada “define” mais uma pessoa que os seus perfis virtuais. Aquele excesso de felicidade pré-moldada, use um pouco da Psicologia, é indício de que a realidade, nua e crua, não está agradando tanto. Quem está feliz e em paz consigo mesmo sabe que descrição é ponto chave. 

Preciso abrir um parêntese para dizer que, mulheres, quando se tornam guerrilheiras, são implacáveis. Vocês devem ter visto o caso da dentista polonesa, cujo ex-namorado nunca mais poderá ser feliz como antes, né? Ela sedou o ex-namorado com anestésicos e, em seguida, retirou todos os seus dentes. E em crimes passionais, mesmo os homens sendo recordistas nessa prática, o gênero feminino recebe destaque em atrocidades. Mas, este é outro viés... 

Bem, é difícil reconhecer que as coisas não vão bem quando você está duelando. Mas, vale mesmo a pena? No meu jogo de infância eu tinha três chances para me recuperar de cada baque. Na vida real, a chance de ficar bem é única e, sinceramente, fundamental. #ficaadica

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Antes do seu dia

Dia das mães. Sim, elas merecem mesmo toda essa homenagem e eu juro que estou me empenhando na busca pelo presente perfeito para as minhas duas mães (avó também conta). But, como ainda faltam alguns dias e o assunto tá em pauta... 

Quem é mestre em te constranger? Quem? Quem? Quem? É quase unânime, mãe... Não é implicância minha. Acho que é a quantidade de informações num banco de dados materno que se torna o “X” da questão. 

Em casa, entre família, é engraçado lembrar os seus namoricos da infância. Mas, o que dizer de uma dessas estórias sendo contada na presença dos pais do seu pseudo affair, agora já um homem? E você no meio, fazendo cara de paisagem, enquanto a sua mãe e sua pseudo sogra se divertem às suas custas... Por que, mãe? Eu nem sei mais quem é o indivíduo! Ele já pode ter passado por mim na rua, a gente já pode até já ter se esbarrado numa festa... Por que querer justificar nossas (im)possibilidades? 

Enfim, relembrar é viver, né? Porém, o que dizer do poder incrível de resolver sua vida sentimental? Antes de discorrer essa capacidade materna, vamos fazer uma pequena reflexão: aquilo que você busca alcançar êxito por toda sua vida, sua mãe promete solucionar em menos de dois minutos. Sim, sua mãe é melhor que o Mastercard! Para todas as coisas que o dinheiro não compra (tipo, um relacionamento saudável, com equilíbrio em ambas as partes), sua mãe está pronta para resolver. 

Sua mãe enxerga (se não enxerga, representa muito bem) excelentes motivações naquela tragédia grega em que você, ocasionalmente, está ocupando o papel principal? Não a interprete erroneamente, não é sarcasmo! Ela, de verdade, acredita que você é essa heroína toda. 

A sorte é que, no mundo inteiro, não há um colo mais seguro que o seu, mãe! Aí, compensa tudo, né? #ficaadica

sábado, 5 de maio de 2012

Nossa grande falta

Este texto não faz o perfil do que escrevo aqui no blog, mas, acredite, há acontecimentos que precisam mesmo de espaço para ser ditos. Antes de qualquer coisa, preciso firmar minha postura no Universo: não sigo a linha revolucionária, apenas me preocupo com o meio em que vivo. Acho que isso faz parte do princípio da racionalidade.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde em 2011, cerca de dois milhões de pessoas morrem anualmente por problemas relacionados à falta de água potável. Coitados dos sertanejos nordestinos e dos africanos, não é mesmo? Não somente. Por mais distante que pareça da nossa realidade, dita de uma “sociedade civilizada”, a falta d'água própria para o consumo humano é um problema cada vez mais presente, mesmo que ainda muito maquiado.

Diariamente tenho contato com pessoas que já são atingidas constantemente com este problema. Digo, por conhecimento de causa, Barreiras, Caetité, Guanambi, Tanhaçu. Vitória da Conquista... Oi? Conquista? A terra do frio? É... Que desordem, hein? Estamos sendo atingidos pela seca. E, diga-se de passagem, muito bem alcançados.

A cidade de Vitória da Conquista é abastecida pelas barragens de Água Fria I e II, ambas localizadas no município de Barra do Choça e mantidas pelos rios Água Fria e Monos, sendo que a última foi construída há mais de 10 anos na tentativa de suprir a demanda da época. Aí, o tempo passou, as pessoas se apaixonaram (ou não), tiveram filhos e as populações das cidades de Barra do Choça, Barra Nova, Belo Campo e Conquista aumentaram. Isso implica em, além de maior produção de lixo e poluição ambiental, mais consumo da água.

A água potável vem sendo vista como vassoura e escovão, nas lavagens dos passeios, paredes, carros e tudo mais que pode ser educadamente lavado com a ajuda de um balde, ou como terapia, seja contra o estresse, numa ducha quente, seja para refrescar, num banho de mangueira, ou, ainda, como um nada, quando esquecida derramando numa torneira, numa descarga quebrada, num vazamento na rua...

Em São Paulo muitas cidades sancionaram, algumas já desde 2009, o Controle de Desperdício de Água Potável. A lei consiste em estabelecer uma fiscalização em toda a cidade com o objetivo de constatar a ocorrência de desperdício de água distribuída e penalizar ($$) o infrator. Aqui, a Embasa diz não poder intervir como o órgão punitivo. E por onde anda o nosso Poder público, que ainda não se manifestou? Este ano teremos eleições, sei que tudo se torna muito mais fácil de ser resolvido. Enfim, como este não é um texto direcionado propriamente às críticas politizadas, é mais um lembrete à sua altivez, irei me restringir ao meu objetivo.

Sei que nem todos têm o mesmo senso de conscientização, mas, tenho uma noticiazinha que impõe reavaliação de atitudes: teremos racionamento de água. Não é para causar alarde (só que sim!), apenas informar que, mesmo que forçado, algo será alterado em sua rotina. Das barragens que nos abastecem a Água Fria I já secou e, segundo os senhores José Carlos e Álvaro Aguiar, respectivamente o responsável do setor abastecimento e o gerente local da Embasa, a Água Fria II está funcionando com cerca de 50% da sua capacidade de armazenamento.

Só não me diga que não contava com isso! Não chove de verdade na região desde o ano passado e você continua tentando afogar seus problemas no ralo do chuveiro. Bem, sobre a chuva, só Deus na causa. E agora, da nossa inconsequência, quem poderá nos defender?










(Fotos da Barragem Água Fria II - Dia 04/05/12)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Para não perder o sentido

Não é privilégio de poucos. Hora ou outra, numa típica fila de banco, num ônibus, no caminho para o trabalho, a gente se depara com a história de alguém que perdeu o sentido (e torça bastante para não ser o alguém em questão). Não o sentido ligado ao juízo, mas o sentido que nos faz diferir uma caminhada solitária de uma acompanhada, que nos faz aprender a apreender o que é realmente colorido no caminho. 

Sabe um grande paradoxo da vida? Nada pesa mais que o vazio. É! O vazio, que em sua composição literal define a falta de preenchimento, pesa tanto quanto qualquer sobrecarga. Existe algo mais tortuoso que se arrastar com o vazio de sonhos, ou de sorrisos, ou até mesmo de lágrimas, quando sinceras? Ninguém suporta conviver por muito tempo com uma essência vazia. Algo tem que prevalecer como o sentido maior, né? 

Mantenha sempre um sonho aceso. Mesmo que for só para poder brincar com as fagulhas em dias muito escuros. #ficaadica

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Vamos lá?


Uma linda amiga me pediu para tratar deste assunto, mas o acho tão complexo. De acordo meus estudos, somos todas carentes por natureza (sejam lá quais forem os alvos das nossas necessidades: amor, paz, reconhecimento, atenção, amor e, claro, promoções). Como compreender? Má notícia: não há como!

Seu caso não é genérico, é especificamente seu. Porém, há coisas que geram caos em todos os contextos, só cabe a você ser desvencilhar dos resultados. Tentar uma coisa por 672 vezes, sem êxito, não quer dizer que esse projeto nunca dará certo. “Aponta pra fé e rema...” 

Antes de qualquer coisa, se você quiser seguir a lógica, pare de enxergar as coisas com os olhos mágicos do romant... Quer saber? Esquece! Já que não há nenhuma regra rígida sobre o assunto, não se cobre mais por isso. Seja uma romântica boba sempre que sentir vontade.

Ah! E abandone a mania de achar que os outros têm obrigação de atender suas expectativas, mesmo as mais simples. Dar um “bom dia” ao entrar em um ambiente não garante que você terá respostas. Ligar 23 vezes consecutivas para alguém  (não, isso não é normal) não garante que você será atendida. Querer ter certo alguém por perto não garante reciprocidade. Faça tudo o que fizer, mas faça por você, pelo o que seus atos poderão edificar em você.

Bem, quanto ao restante, é só autoestima. Depois que iniciou uma construção aqui perto de casa a minha vida mudou! Entre minhas idas e vindas, passo várias vezes pela obra, e o que isso significa? Uma injeção de ânimo ao meu ego! #ficaadica

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Love and the city

Assistindo Sex and the City pela milionésima vez (sim, sou fútil o suficiente para considerá-lo um filme clássico) me atentei a uma questão: Por que a “culpa” por um fracasso amoroso sempre pende para o lado feminino? Por quê? Se a mulher se solta com as amigas, tá fingindo estar bem. Se a mulher passa a sair menos com as amigas, tá amargurada, sofrendo em casa.

E por que problema da colega de trabalho sempre é mais fácil de ser solucionado que o seu? Será que é porque não trará consequência nenhuma para você? Vocês erraram no mesmo ponto: assim como você, ela também achou, em algum momento da vida, ter encontrado o tal “amor da sua vida”. Talvez isso nos torne tão próximas. Pelas as dores do coração, conseguimos nos estabelecer numa linguagem secretamente partilhada.

Só que ao amor não cabe só a poesia, tudo é velado por uma grande e inconstante incerteza. Você não é mais forte, nem mais esperta que a garota chorando, sentada no passeio do bar, desabafando com a amiga. Você já esteve lá. Você não é menos boba, nem menos despreparada que a garota que suspira apaixonada olhando para o céu. Você também já esteve por lá. E não se iluda! Não são caminhos tortuosos pelos os quais jamais retornará.

Quer saber? Providencie uma passagem e vá para New York. É! Vá para lá, se apaixonar. Afinal, as melhores obras clichês cômicas e românticas são construídas por lá mesmo (Friends, Sex and the City, O diabo veste Prada, Outono em New York, enfim...). #ficaadica