segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Da cor e do amor


E será numa analogia barata que vou explicar uma coisa a uma amiga: marcas de esmaltes lançam aquela cor perfeita que você se apaixona à primeira vista. Tudo é perfeito! Você compra uma, duas, três, quatro vezes e, de repente, sem nenhuma explicação, ele some do mapa! Você muda de mercado, vai às lojas de cosméticos, procura em sites de vendas... nada. Ele se foi. Para sempre! A mesma coisa acontece na vida...

Você vai encontrar alguém que tenha o tom perfeito para você e vai se apaixonar. Como acontece com os esmaltes, você pode ter sorte e a cor se perpetuar na linha, mas isso não acontece sempre. E você vai deixar de pintar as unhas por causa disso? Claro que não. A nova coleção chega e os seus olhos vão se encantar por uma novidade.

Não vale a pena desistir de amar, é isso que colore a vida. Agarre-se mesmo aos laços mais difíceis de se libertar, sem ter medo! Você quer ser feliz e precisa ser independente o suficiente para lutar por isso. #ficaadica

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

É o que temos pra hoje

Eu até protelei, minha atual conjuntura me leva à imparcialidade, só que uma bela amiga me veio com esse tweet essa semana: “Se os de 30 estão usando cantadas do @pedreiro_online, o que esperar dos de 20?”. Com certeza você sabe (e conhece mesmo) o que ela está indagando. 

A grande questão da vida “por que os homens demoram tanto para crescer?” direcionou meu olhar a outro ponto: não seríamos nós, mulheres, que aceleramos o processo evolutivo? Volte à infância, com quantos anos trocamos as bonecas por gloss e paletas de sombras? Os homens passam a vida para se desprender da bola e do videogame (e na maioria dos casos, não conseguem). 

Meu primo de 11 anos bate apostado figurinhas com os colegas e compete vigorosamente em jogos virtuais. A colega de sala dele, na mesma idade, já está à caça do público masculino (ela manda bilhetinhos de amor para os meninos). Talvez sejamos nós as eternas vanguardistas em busca de problemas desde cedo. 

Feche os olhos. Respire fundo. Você não vai ensinar o que não pode entender. A linguagem não é, nem de longe, a mesma. Homens estarão sempre nos surpreendendo, mesmo aqueles já trajando ternos para trabalhar conseguem ter o gênio como o do meu priminho. E, quanto às cantadas, não desanime, até os de 40 têm déjà vú juvenil. #ficaadica

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O que a raposa não disse (ao Pequeno Príncipe)


A raposa está certa, é mesmo uma coisa muito esquecida, a gente se torna eternamente responsável por aquilo que cativa. Só que, o que ela inclusive se esqueceu de alertar ao Pequeno Príncipe, até que ponto nós cativamos o que se tornou nossa responsabilidade? A gente quase sempre cria a necessidade e não se lembra de demonstrar isso.

Entre o casal é preciso mais que fidelidade. São fundamentais os gestos que demonstram o porquê e o quanto se querem, as surpresas e saudades e até mesmo as mensagens abobalhadas no meio da tarde.

Entre amigos é preciso mais que o ombro no final do namoro. São indispensáveis as broncas fundamentadas, o encontrinho no meio da semana pra falar besteira (nem que seja na ligação de meia hora antes do cursinho de inglês) e até mesmo as declarações entre as bebedeiras.

Entre as flores e cores é preciso bem mais que a vontade de se envolver. Não basta só querer, você tem que reconhecer o porquê do ter. As coisas deixaram de ser? Dificilmente. O que é cuidado só tende a aumentar.

Você sabe que “só se vê bem com o coração”, mas, o que a raposa se esqueceu de novo de avisar é que, é muito mais difícil entender o que é “invisível aos olhos” e quando não se percebe a necessidade, circunstancialmente, os laços se inclinam a afrouxar. #ficaadica

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O roteiro não é bem assim


Personagens de novelas fazem mal à autoestima feminina. Fazem, sim. E não é só pelos melodramas que sempre terminam em amores perfeitos felizes para sempre (aquilo que na vida real não acontece nem parecido). As mulheres das novelas estão cada vez mais passivas e suscetíveis aos caprichos masculinos.

Não que eu goste (ou tenha tempo) de acompanhar toda a trama, mas em casa sempre tem alguém com telinha ligada na novela das 19h ou das 21h (aquela que nunca começa no horário marcado). Na novela das sete, a mocinha foi pisada e humilhada pelo playboy que descobriu que ela era pobre, ficou rica e reatou com o seu malfeitor. Na novela do horário indefinido, uma dita lá é enganada a vida toda pelo marido (de todas as formas possíveis: afetiva, financeira, verbal...) e depois de uma volta num iate e uns amassos sede a ele novamente.

A vida real não precisa imitar a arte, viu? Mesmo parecendo que a arte reproduz casos encontrados pelas avenidas brasileiras, a gente não deve viver à sombra de um conto “telenovelístico”. Não são Manoel Carlos e João Emanuel Carneiro que escrevem o roteiro da sua vida. Não há um enredo programado em que o eterno pegador se tornará o redimido apaixonado. Nós já aprendemos isso na própria carne, é melhor não levar tão a sério as histórias do Projac. #ficaadica

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Honra ao mérito


Somos vencedoras diárias. “Começou o papo feminista! Blá, blá, blá...”. Não, não é papo feminista, é um estímulo às guerreiras que conheço. Já sofri de tanto jeito (alguns bem desnecessários, mas, enfim...) que acho válido qualquer forma que ele se apresente (sim, até na história da menina que sofre por paixão platônica).

Arrumamos a bagunça da festa depois que tudo acaba. Costuramos novos laços depois que o fio da meada se perde. Trabalhamos 12 horas diárias e estamos sempre lindas. Não perdemos a classe ao encontrar um paquera curtindo com outra no dia seguinte (bem naquele dia que ele deveria ter ligado). E ainda trouxemos duas das três medalhas de ouro que o Brasil conquistou nas Olimpíadas de Londres. Ponto. Não há mais o que discutir.

Quanto ao resto, todo aquele resto que nos tira as forças, buscamos apoio na classe, de também vitoriosas, que escolhemos para nos segurar (vulgo amigas). A gente sabe que a Mulher-Maravilha não é real, nenhuma de nós seria tão forte a ponto de viver só de vitórias ou sem um punhado de amigas para trocar mensagens quando a situação apertar. E isso é cíclico, porque, quando damos as mãos a alguém, trocamos glórias e fraquezas. Afinal, nem que seja por tabela, todo dia subimos a um pódio mesmo... #ficaadica

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Propriedade, não!


Frase de impacto: “Ele nunca foi assim com as outras!”. (Um minuto do meu silêncio.) Eu só queria fazer uma escova, mas o ser, atendido pela manicure, insistia em se gabar por ser alvo de posse do namorado. Eu juro que ela até sorria enquanto contava os micos que já havia passado, gente! Detalhe, num período de 20 minutos, ela descreveu uns oito, no mínimo.

Cada um sabe o que é melhor pra si e não quero opinar sobre conduções de relacionamentos alheios (já tenho o meu para dar conta). O assunto é outro. Há mulheres que acham que, proporcionalmente, por trás de crises doentias de ciúmes há um imenso amor. Sim! Quanto maior o show, maior o sentimento... E o que dizer disso tudo? DEUS! Apenas.

Ciúmes existem em todas as relações afetivas. E é bom quando, dentro do razoável, demonstra zelo. A mãe que reclama por você não passar mais os finais de semana com ela, a amiga que questiona por você não ter ligado antes para contar a novidade, o namorado que te olha torto quando você fala de festa com as amigas... Isso (na normalidade) demonstra que a pessoa quer ter um espaço em sua vida.

É normal sentir ciúmes, principalmente em situações de risco (situações essas determinadas pelo seu grau de insegurança). Temos medo de perder quem amamos, mas não dá para exigir exclusividade nem propriedade de alguém. Aí, recorrendo à História, deixo um lembrete: o ser humano deixou de ser dono do outro com o fim da escravatura.

Relações regidas por bom senso sempre são mais saudáveis (sim, namorados sempre terão ex, amizades com o sexo oposto, outras atividades... e você também, se quiser viver bem). Bem, quanto à cliente do salão, mesmo sem conhecê-la, teço duas considerações: ou o seu namorado é muito inseguro ou não confia nada em você. #ficaadica