terça-feira, 14 de abril de 2015

◘ Espere não ◘

Ainda espera muito de todos? Um conselho? Um convite? Um lembrete ou uma proposta?





Pare! Desista, vai ser feliz, sim, com os seus próprios pés. 

Cansada de ser conformada ou escolhida, e assim desatada, note o seu sorriso. 

Ah, o seu sorriso... 

Ele pode te levar tão mais longe quando descobre uma maneira de te encontrar a sós.

terça-feira, 7 de abril de 2015

•Dreams•

Vem com um cheiro de coisa nova, menina. Um perfume fresco, que nos faz fechar os olhos para sentir, sabe? Toda a cor que vem no verso e inspira, assim mesmo, redobrando em riscos generosos. 

Ainda bem que você nunca teve medo do que vem de fora, guarda tudo que tem aí dentro e não deixa surgir o que lhe causa pavor. Tenho receio por isso, mas acho tão bonito em teus passos que te peço, desejando, nada além de paz em seu sorriso. 


segunda-feira, 9 de março de 2015

Eu sou violentada

Antes de pensar em qualquer conceito de violência, para dar continuidade à leitura, pare. Não se trata de soco, beliscão, estupro, não é nada tão físico (porém não deixa de ser violento). Agora, que você é uma pessoa um pouco mais sábia, porque conseguiu organizar suas ideias quanto à violência, podemos prosseguir.

Com a proximidade do internacional Dia da Mulher, a mídia pautou, a lei aprovada pelo Senado pautou, o trabalho pautou, as rodas entre amigas pautaram, os comerciais de perfumarias e lojas de departamento pautaram e o café da manhã com o maridão pautou também sobre o que vem do feminino. É! Não tem jeito, tudo foi envolta do mundo não tão cor-de-rosa que nos oferecem por aí. 

Mas, o sorriso do comercial ou o bombom da loja parceira funcionarão para me consolar depois de mais uma agressão? Quando meu corpo for alcançado por toques invasivos, quando eu for ridicularizada por buscar igualdade de tratamento, quando o tamanho da minha saia for alvo de ataques, quando eu tiver que engolir porque foi "só uma piada", quando a travessia na faixa de pedestre respaldar a virada de pescoço, conseguirei me agarrar à "doçura" do seu 08 de março?

Não dá para fugir, estamos mudando nossos olhares e incomodadas com os tons pintados em nossos dias. Sabe porquê? Descobrimos que podemos gostar do Grey, do marquês de Sade, do chicote do alazão, do que for, mas, em momento algum, isso jamais te dará o direito de dizer que "mulher gosta de apanhar". Ou que podemos gostar de carinho e de valorizar o nosso corpo, mas, em nenhuma hipótese, nos tornaremos "lâmpada do Aladdin" ou estaremos, com isso, te dando espaço para se apossar de um fio de cabelo, de um milimetro de pele que seja. 

Sabe o que mais descobri no meio do constrangimento diário por carregar os cromossomos XX? Que a TPM não é o motivo por não achar graça de comentários sobre bundas e cérebros, que tomar conta do fogão e do tanque não me inferioriza diante de ninguém, que vestir a roupa no tamanho que eu quiser não me torna puta, que sair para beber não abala meu profissionalismo, que me impor diante de agressões não me torna uma chata, tampouco uma coitada. 

Se Deus quiser, o mês continuará com seus outros 21 dias restantes, depois virá abril, maio, junho... E eu continuarei sendo mulher, a mesma que é importante para todos os 08 de março e tão agredida no restante do ano.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mas continua por aqui

Não venha me dizer que nada vai mudar. Me desculpe a crueldade, mas nada será mais como era. Nem faça essa cara de choro, você, bem no fundo, já aceitou essa realidade. Não é que iremos nos perder, já nos conquistamos, só não nos teremos tão mais presentes, entregues e notáveis. 

Deveria ter ensaiado mais uns bons sorrisos, uns votos pomposos por bons ventos em seu novo caminho, uns casos daqueles passados que nos marcaram para risadas escandalosas. Deveria mesmo. Mas o peso foi maior do que a coragem em mexer no que me restará daqui para frente. Nem me venha com a lorota de ter que ficar bem e me cuidar. Vou fazer isso bem na hora que me der vontade e, até lá, vou achar um jeito para levar. Sem roskas de morango, kiwi, ou qualquer outra fruta da estação durante as madrugadas barulhentas.

Não é que eu queria que você fique um pouco mais, meu egoísmo não é maior que o meu amor, só não sei lidar com o estrago que as separações me fazem. E não será um abraço seu, afogando um afago, que irá me fazer aprender que a vida exige idas e não somente as vindas.

Ei, mas não é para sofrer além do previsto. Nossos caminhos não se excluíram, não chegaram à contramão, só nos pediram para abrir mais o coração e andar com os braços um pouco mais esticados. Estarei sempre, onde quer que esteja, pronta para você. 

Acredite, desde a sua ida, são dos dias-de-nada-para-fazer que mais sinto falta. 

Arquivo Eletrônico

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Não adianta negar, muda

Depois de meses de dedicação e evolução, cerca de 10 dias longe dos pesinhos, do suor (meu e alheio), do despertar com o sol, entregue ao sedentarismo, foram suficientes para eu me destroçar na tentativa de recuperar o ritmo nos exercícios físicos. Não é bem na minha luta diária (e fadada à derrota) contra a balança que pretendo focar, só estou usando o exemplo para chegar ao ponto: não importa o quanto já se tenha sido experiente em qualquer atividade, se não houver prática, o desempenho sempre será comprometido (pela insegurança ou pelo desuso mesmo). E não espere que eu entre no julgamento da situação, me apegarei somente à constatação do fato.

Uma amiga, casada há algum tempo, discorreu a mim sua tese de que ter um relacionamento sério e estável modifica a nossa animação para a vida social (floreei bastante os termos, mas o teor foi mantido). É mais ou menos o que aconteceu na evolução até o Homo sapiens, sabe? Não ter que ir à caça atrofiou várias características encontradas em nossos antepassados. Hoje estamos nós, aqui, reclamando ou decorando a vida em redes sociais, pedindo Temaki por telefone, cochilando durante vídeo-aulas, querendo impor nossos pontos de vista (ou a falta deles) e tendo preguiça para relacionamentos (ah, temos! Mas este assunto merece um texto exclusivo).

Posso ser sincera? Você está certíssima, amiga. Relutei alguns dias em aceitar, mas você foi extremamente sábia na sua constatação. Ter a garantia de uma noite (tarde ou madrugada) em boa companhia (ou apenas em companhia) nos arranca o tesão para enfrentar a selva de azaração que compõe boa parte das baladas e points atuais.

Casais modificam seus hábitos sociais. Mesmo amando da mesma maneira os amigos, as rodas de happy hour, dançar até o chão, fazer parte das viagens de fuga nos finais de semana emendados, a frequência de manutenção da popularidade passa a ser provada em doses menores que as habituais nos períodos de "solteirices". Não consigo formalizar o porquê, minha amiga também não definiu o que precedeu a sua teoria, então, para não perder o hábito, me resta apenas palpite (e este me pareceu bem apropriado!).

Quando se tem parceria, é tão mais confortável ficar em casa, de camiseta e calcinha de algodão, enroscando os pés sob o cobertor durante a seleção de séries e filmes para a tarde de sábado... Lembra que ~sair de casa já é se aventuraaaaar~? A dança da conquista é extremante chata para quem não vai ficar com o par (tá, no máximo,  divertida). Parece que quando você está comprometida e sem seu cônjuge é garantido se tornar o alvo das cantadas do lugar (será que emitimos algum sinal de presa desprotegida? Será que estamos tentando testar nosso poder de sedução, ainda que inconscientemente? :O) e é super chato ter que ficar se esquivando dos inconvenientes.

Claro, não terá jantar romântico que me fará desistir de disputar 30 cm² do bar badalado com as "miga" quando a motivação para sair de casa for sorrir com aquelas pessoas que têm lugar especial no coração. Pelo menos quando tiver motivo e disposição, né? Afinal, temos que atualizar nossas redes sociais também, reclamar do salário e dos quilos recuperados depois das férias da academia e lembrar do quanto é importante ter alguém com quem dividir o comando da Netflix. #ficaadica

domingo, 12 de outubro de 2014

O que é irresistível de verdade

Não, não te contei nada ainda. Beijo na boca no meio de uma enxurrada de palavras sempre é mais gostoso. Barba, sobre o pedaço certo da pele, incendeia qualquer corpo. Troca de olhares, risadas, mãos em lugares incertos... tudo isso é bom, gente, e faz bem. Mesmo. Não há problema algum em assumir isso. Sabe o que é problema? É ter que lidar com pessoas babacas o suficiente para não entenderem que mulheres não são “coisas” esperando por um rótulo numa prateleira ou seres que se tornam ainda mais vulneráveis quando assumem o que sentem e gostam.

Já falei que não tenho nada contra a cantada criativa do pedreiro, né? Uma pitada de bom humor não faz mal ao corre-corre das nossas rotinas. O que incomoda é cara sem noção se achando irresistível e com poder para invadir espaços (físico e/ou psicológico), mesmo sem qualquer indício de aceitação. Talvez seja a idade, ou a preparação para o matrimônio, ou a quantidade de histórias que ando ouvindo sobre assédio (sim, assédio não acontece só quando o patrão passa a mão no bumbum de secretária) ou tudo isso, mas ando extremamente intransigente com os desrespeitosos “galanteadores” que andam às soltas pela cidade.


Arquivo Eletrônico
Não é nada bom ter medo de se mostrar. Tem que berrar um palavrão para extravasar? Sinta-se à vontade! Pode ter certeza que ficar entalada será bem mais prejudicial que receber dois ou três olhares reprovadores. Fez calor? Pernocas de fora no comprimento que lhe for confortável! Acredite, não será uma burca que te livrará da “boca do povo”. Tenha mesmo preocupação em se definir, não em se enquadrar no que esperam (e cobram) de você. 

A sensualidade e a vaidade feminina não são recursos potencializadores na busca por alvos, não somos aviões caças, atacando loucamente, ávidas por abater novas vítimas. Surpreenda-se, mas não estamos sempre tentando conquistar alguém a cada mexida no cabelo ou a cada cruzada de pernas. Mais que um fã-clube no quarteirão, temos um ego para alimentar e uma autoestima sedenta por afago.

Então, sobre o que é mesmo irresistível, literalmente, aquilo que mulher alguma resiste de verdade hoje em dia, prepare-se, eis a revelação: NÃO SUPORTAMOS BABACAS! Queremos realmente morrer ou matar quando se aproximam! E não suportamos esse beija-beija, esses apelidos que enchem o saco, esse olhares de meninos encontrando a coleção de Playboy do irmão mais velho (na minha época, era assim que os garotos iniciavam a vida sexual, gente), essa proximidade forjada com nossas madeixas, esse papo chato sobre todas as suas “conquistas” femininas... Inclusive, "charmosão", quanto mais um otário se gaba para uma mulher, mais asco ela desenvolverá pelo ser em questão. Não estamos pedindo muito, não! Apenas reciprocidade no respeito que nos impomos. 

(Detalhe: ainda tenho 20 e poucos anos e sou uma mulher bonita e inteligente. Portanto, diferente do que institui o seu machismo, este não é papo de quem ficou para titia e, por não conseguir elogios, se ira por não ser aclamada. Se ainda não o fez, supere este tipo de conceito urgentemente! Além de sexista, ele é retrógrado e carregado por ignorância. Na boa, já sofremos bastante com TPM, cólicas, balanças, calças jeans, saltos altos... seja um estorvo a menos na correria dos nossos dias. Grata.) #ficaadica