domingo, 9 de setembro de 2018

Enlaçado em nós

Fecha a porta enquanto eu me aninho em sua cama. Vou olhar com desejo para as suas costas nuas e pensar num modo rápido de jogar sua toalha verde no chão do quarto. Deixa a televisão ligada, pouco me importa sobre o que ela canta no meio da noite, nós não vamos perder tempo pensando em tudo que nos levou até ali. Deixa eu te ouvir, mesmo sem dizer nada, só para não perder o encanto de te ver talhando qualquer frase boba com barulho de certeza. 

Não vou segurar o riso, escapando de lado, quando você se desentender com o fecho sob minha camiseta. Mas vou esperar até você começar a reclamar antes de mostrar que é melhor recorrer à destreza que à urgência. Minha atenção, de qualquer forma, vai se voltar para cada centímetro de pele a ser tocado por nosso prazer. Enlaça meus cabelos soltos ao me buscar, prendendo seus olhos nos meus. Minhas mãos também não irão deixar que se afaste. Neste instante, já estarei rendida à dança que você ritmar. Nossos corpos se entendem melhor que nós.

Entre aquelas paredes já conhecidas, nossas curvas se aceitam, sem risco de promessas e versões vãs. Tira meu fôlego com a sua boca, não me importo em perder o ar em sua nuca. Apenas nos deixando levar, tanto faz quem dominar a cena. Enquanto tudo em você me devorar ferozmente, por dentro, não haverá uma porção de mim que não irá querer te prender ao que sou. Sei que caibo em suas mãos, que logo se reconhecem como parte da textura macia da minha tez, por isso não vou me esquivar das suas tentativas de me conter.

Reconheço o perfume da sua pele, saída de banho quente, e vou buscá-lo até me impregnar. Não quero que você se negue a uma vontade nossa que seja. Não há perdas quando a rendição é ao que queima. Por isso, vez ou outra, buscarei um jeito de encontrar seus olhos em meio à nossa desordem - eles sabem o que me dizem, você, não.

Solta seu ar sobre mim, respira pesadamente sobre o meu ouvido. Você sempre se perde quando toco sua fúria, seu medo, sua loucura. Não há espaço para desencaixes quando nos rendemos, só nos resta a vontade de ser. Ser exatamente o que não se poderia ser em qualquer outro lugar. A imprevisibilidade das nossas reações não nos paralisa, é exatamente o não saber o que virá que nos faz querer mais: mais de nós sendo laço. 

A minha intenção ficará clara quando desafiar os seus sentidos. Mesmo sem saber o que se passa por sua cabeça, sei ler o que seu corpo espera. A pouca luz sobre nós não vai me impedir de atiçar todos os seus poros - já que me perder no que possuo de você acaba se tornando minha brincadeira favorita. Recorro ao que te causar arrepios, sussurro o que te desmanchar, derramo o que incendiar o seu ser. A essa hora, nenhuma barreira resistirá à nossa entrega.

Não vamos nos incomodar com a bagunça e o depois. Deixa o lençol desalinhado, nossas roupas esparramadas, nossas urgências esquecidas. Só espero que se lembre de estender seu braço para eu me manter aquecida, entrelaçada ao que sobrou de nós. Não precisaremos de mais nada. Nada além de escolher um filme para o fim da noite e um jeito para recuperar nossas forças. Seu gosto de caos e meu cheiro de ilusão dispensam o que tentar ultrapassar esse jogo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Na "brodagem" (é gíria baiana legítima, viu?)

Você está lendo este texto. Parabéns. No Brasil, segundo dados divulgados pelo IBGE em maio deste ano, há mais de 11 milhões pessoas (sigo chocada com esses números) que não poderiam se dar esse prazer por não terem sido alfabetizadas. Então, vou partir do pressuposto que, por meio da leitura, você já sai na frente de muita gente só por conseguir assimilar as ideias expressas em meios escritos, certo? Em regra, você também está em vantagem por ter acesso ao mundo infinito da Internet. É que 39% dos domicílios brasileiros ainda não têm nenhuma forma de acesso à rede, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2017, divulgada no mês de julho agora. Você é uma pessoa com vitórias importantes. Parabéns novamente. Mas, vamos lá, né? Isso pode ficar ainda melhor e você se beneficiar ainda mais com os recursos que possui se for sagaz o bastante para entender este post.

Vou ter que contar uma coisa triste para você, meu estimado leitor (é, aqui, pela flexão nominal de gênero, já deu para captar que o texto busca conversar com homens). O mundo é moldado, em sua maioria, para te atender, mas ele não é seu. Olha que loucura! O mundo não é seu, apesar de você ser homem e hétero. Não precisa me ofender agora, até porque o termo "feminista" não é ofensa, é, resumidamente, a nomenclatura de uma corrente que luta pelo fim da dominação de um gênero sobre outro (mas você já sabe disso porque é alfabetizado e tem acesso a muitos bons conteúdos, não é mesmo?).

Vamos lá! Mantenha o seu coração aberto antes de fechar esta página e sair falando mal de mim pros "man". Vou começar sendo cruel logo, tá? Você não é tão foda quanto pensa. O único pica das galáxias que eu conheço é Thanos, pelo motivo óbvio de ter conseguido reunir todas as Joias do Infinito (claro que eu tô torcendo para ele perder este título no próximo filme - sim, me perdoe, só amo a Marvel como filmes, dediquei minhas leituras de gibis na infância à Turma da Mônica - que meus primos tinham assinatura e eu amava ler no vaso sanitário). Você não é tão foda quanto pensa, mas você pode ser foda, sim! O que eu tô querendo deixar claro aqui é que você não é muito foda só por ser homem. Você pode ser muito foda por traços da sua personalidade, por sua inteligência, por sua empatia com as outras pessoas, enfim... Não é ser homem e hétero que te dá a capa do Superman. Você precisa mais que usar o seu pinto em relações sexuais - com mulheres, no caso - para ser alguém digno de admiração.

Vocês, homens, podem até não ser todos iguais, mas têm em comum algo que rege suas vidas: vocês nasceram num espaço que busca sempre fazer com que vocês estejam confortáveis. Confortável quando você trai e isso faz parte do seu instinto, não da sua falta de caráter - quanto à mulher, puta. Confortável quando você não mensura os impactos de violar a intimidade de uma pessoa (mulher também é pessoa) que confiou em você algum momento e compartilha isso com os "brother" - quanto à mulher, puta ou burra - geralmente, os dois. Confortável quando não precisa se preocupar com a risada no final da fala ou a piada sem graça durante a entrevista de emprego - quanto à mulher, puta ou louca, depende de como ficou a contratação. Confortável quando tem liberdade para escolher o quê e como fazer as coisas em seu próprio corpo - quanto à mulher, com certeza, putona. Confortável quando tem mil razões que substanciam sua violência sexual - quanto à mulher, puta porque estava na rua, puta porque bebeu, puta porque dançou, puta porque queria e desistiu, puta porque é uma criança que brinca com seus filhos, puta porque é puta. Ponto. 

Sério, amigos, aproveitem que estão sendo privilegiados - privilegiados em seus salários e chances de crescimento profissional, em seus papéis dentro da reprodução humana, em poder andar livremente pelas ruas - para ter mais a oferecer ao mundo que conceitos repugnantes e subestimados sobre o que imaginam ser mulher nesta nossa terrinha. Nós, fêmeas, temos motivos reais e constantes para enxergar vocês como ameaças, mas não o contrário.

womansplaining: Este texto usou recursos de ironia em seu desenrolar e não tem intenção de acirrar uma "guerra dos sexos" - porque essas disputas de que menino é melhor que menina, e vice-versa, ficaram na minha infância. Hoje, tenho conhecimento para argumentar questões de gênero com um pouco mais de conteúdo, engajamento e, claro, sem a professora para me puxar da briga com algum coleguinha.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Não a torne difícil

Ela não é a sua cura. Não espere isso dela. Por mais bom ânimo que tenha para te colocar um sorriso no rosto ou recomendar um remédio para suas costas, ela não quer ter o peso de ser solução para todas as dores que passam por seus dias. Ela busca ser a leveza da inspiração, não o fardo da obrigação. Ela não vai se reduzir e, definitivamente, não vai se culpar para atender as suas expectativas. Por mais que vocês se fechem em dois ou três tratos feitos na cama mesmo, com sorrisos e olhares cruzados, antes de se levantarem para um outro banho, não enxergue nisso qualquer possibilidade de se tornarem aprisionamento. Ela quer buscar o melhor dos dias, dos encontros, dos momentos, e não seria diferente em seus braços. Se ela fica, é porque a faz bem ficar.

Ela é o que desata para se reconstruir. Isso acontecerá todas as vezes em que não conseguir dar conta ou em que a dúvida for maior que o riso frouxo. O novo a assusta muitas vezes, só não a leva à estagnação. Ela não sabe não reagir, mesmo quando não faz ideia do que a espera. Ela não tem medo de pagar para ver, ainda que não seja a melhor aposta. Ela não tem medo de tentar outra vez, seja em silêncio ou aos prantos. Não que parta sem dissabores sempre, só que, há tempos, tem se conjugado no verbo ir. Descobriu que pode haver leveza quando se vai com um punhado de bons abraços, ou por uma porção de certezas, ou sem ter medo de voltar também.

Ela gosta de ser crua. Nada que a esconda cai bem em seu tom, seja por sua risada alta, firmeza em sua voz e volume de seus cabelos ou lágrimas - ela não vai conter o que vem de dentro. Ela tem se descoberto a todo instante e talvez, por esta razão, faça questão de não ocultar a versão que traduz dores e superações com as quais tem se reinventado. É escolha sua se fazer assim, despida do que pode haver somente para torná-la mais aceitável. Sua ações não são nunca para torná-la acessível. Antes de mais nada, tem tentado ser para si em todos os momentos. Ser para si mesma quando instiga, quando dança, quando discorda, quando aprende, quando excita, quando transforma, quando para. 

Ela não combina com efemeridade. Nada nela vem sem arrebatar. É rendida ao que pode verdadeiramente durar. Anda de mãos dadas à intensidade e se lança a ela, crendo sempre em sua resistência. Gosta de se aliar ao tempo, nunca de ser sua refém. Segue apressadamente em busca do que acredita, do que causa suspiros e do que precisa de atenção. Você já sabe o quanto ela consegue ser assertiva em suas convicções, não precisa provocá-la se a sua intenção for apenas discordar. Ainda que você não se acostume, ela se fará um poço de forças sem fim na maior parte do tempo, mas não se privará de desabar quando for necessário.

Ela pode ser o que te paralisa exatamente por não querer te manter, a qualquer custo, ao seu lado. Aprendeu que ter troca é melhor que ser só oferta. Ela não vai recuar somente para te manter confortável. Mas, quando realmente for preciso, ela não se incomodará em dar um ou dois passos para trás. Ela não vai te ouvir quando a sua voz buscar silenciá-la. Porém saberá se calar quando for necessário à sua resposta. Ela não vai insistir quando a sua ausência for maior que a distância. Entretanto, enquanto houver cuidado, manterá uma mão ao seu alcance. Ela não vai te apresentar um caminho, não cabe a ela te pedir para entrar. Então, mantenha a atenção para não se perder e para não a perder de vista. Ela não se vê maior do que você e, ainda que seja, não irá te dar um grama a mais do que puder suportar.

Ela costuma saber bem onde quer chegar. Traça com passos certeiros os caminhos que decide trilhar. Sorte sua, vez ou outra, ela se deixa perder em um olhar mais firme. Pode ter sido por curiosidade que tenha aceitado saciar a sede dos seus lábios. Pode ter sido por desejo que tenha abaixado a guarda na segurança dos seus abraços. Pode ter sido por suas confissões que ela tenha se permitido ficar tão à vontade sob os seus sentidos. Não perca tempo tentando decifrá-la. Ela vai saber te deixar sem palavras - numa discussão ou na cama. Ela vai saber te deixar sem ar - numa discussão ou na cama. Ela vai conseguir te tirar do sério - numa discussão ou na cama. É que ela se abre ao que queima, traz e leva fogo quando decide não resistir. Seu corpo é posse de suas escolhas, ainda que rendido ao seu toque. 

domingo, 1 de julho de 2018

Não tenha medo agora

O mundo se abriu para você, menina, e não precisa ter controle sobre isso agora. O novo se mostrará mesmo você achando que os seus olhos não estão preparados. Tudo que te trouxe até aqui servirá como força para ir além. Não se preocupe, o seu caminho já é tão lindo quanto a grandeza da sua existência. Acostume-se, em seu próprio tempo, com o que se abre a você.

Você nunca estará sozinha, menina. Sabe os abraços e lágrimas, as palavras e silêncios, os minutos e esperas dedicados aos que, verdadeiramente, estiveram contigo? Colha-os como o conforto que encherá seus dias, como um punhado de lembranças para aplacar a saudade. Haverá sempre mais de toda essa intensidade à sua espera quando precisar. Suas raízes estão fincadas na firmeza do que você já conhece tão bem.

A distância não vai definir o que você pode ser, menina. Não permita que a dor de uma ausência seja maior que a certeza do amor. Ainda que haja lágrimas no início da jornada, seu coração trará e levará sorrisos dos frutos que você mesma cultivou. Ah! Sobre isso, continue. Não tenha medo nunca de apertar os laços, apesar dos estragos que podem ser causados quando se desfazem. Eles - os estragos - não são para sempre, já os laços, ainda que precisem se afrouxar por um tempo, te permitirão tentar ser o que quiser sem qualquer medo de fracassar. 

Vai, menina, pode seguir. Os seus passos estarão sob os mesmos cuidados. Nunca houve pressa entre vocês maior do que a de se confortar e isso, te asseguro, não mudará. Você não perderá sua essência nem o que foi encontro, continua. Acalma o seu coração e continua. 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Suporte

Você suporta um pouco mais, menina. Seu cansaço vai tentar te convencer que é arriscado levar, a lugares que insistem em abraçar a ignorância, um pedaço de luz que seja. Você pode, de repente, revelar o que se busca esconder com toda a mesquinharia de padrões confortáveis para quem se enxerga maior do que realmente é. Padrões, inclusive, que precisam esfregar em seu rosto o tempo todo o quanto será difícil não ser conformada com o que eles trazem. Mas, em meio a tantas negativas, forjaram também sua resistência.

Seja suporte, menina. Há tantas como você, inseguras sobre até que ponto podem escolher, marcadas por cortes profundos em suas intimidades, minadas ao se olharem, ainda que sozinhas, em seus próprios espelhos, incomodadas por não conseguirem se acomodar. Há tantas como você, buscando coragem também nos olhos chorosos daquelas que não conseguem se desprender do que tanto causa dor, gritando em silêncio que não cabem mais onde foram lançadas, não aceitando que o aceitável é se calar, é parar, é aceitar. Torne-se mão que seca lágrimas, que freia amarras, que acena por socorro, que segura a barra. Afinal, suas lágrimas também rolam, suas amarras também incomodam, suas fraquezas também precisam de ajuda franca. 

O mundo não precisa te suportar, menina. Seja agradável ao que te enxerga com as possibilidades da sua existência e não escute o que te emudece. Cuidar de si mesma é também se reconhecer da maneira que mais te deixar confortável. Se for preciso, confesse, àquelas que recebem do mundo o mesmo que você, todos os seus medos quando precisa se confrontar - até o de não conseguir mais ficar de pé na luta. Elas enfrentam as mesmas incertezas, ainda que tecidas em outros cenários.

O que te sustenta hoje, menina, é aquilo que suportou em si também o peso de precisar ser mais: outras meninas. Outras meninas que foram desenhando o poder que se pode alcançar sendo mulher. Outras meninas que, exaltadas entre si, são vistas bem pequenas mesmo em suas grandezas. Outras meninas que dizem o que sentem ou ainda não se sentem à vontade para isso. Outras meninas que não conseguem entender o porquê só porque não puderam fazer questionamentos. Outras meninas que, com olhos enganados, enxergam mais nas outras que em si próprias. Outras meninas que são entregues, são trocas, que são loucas, são fodas.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Vestiria nossos sorrisos

Se você ainda estivesse aqui, me levaria pra casa? Me pegaria pelas mãos e me indicaria uma nova direção? No caminho, sei, me diria que tudo vai ficar bem e secaria o meu pranto. Você poderia ir me contando um tanto das suas histórias antigas também. Me colorindo um pouco com seus tons que já conheço de cor. Andando ao meu lado, eu saberia entrar no seu passo. Eu te abraçaria pelos ombros e, quando passassem meus soluços, contaria um pouco sobre a vida com a dor de não te ter. E você me ouviria com atenção, com o dedo sobre a boca e os braços se apoiando. Enquanto seguíssemos sob o céu azul, de uma tarde comum, te juraria não permitir que se tornasse apenas dor o que já foi meu norte. 

Seria um breve desabafo sobre amar, sempre, saudades, pavor... Te contaria que há pouco descobri que nenhuma perda se cura por completo, basta uma coisa maior para que ela volte a apertar. E que ela (a dor) faz parte do que a gente constrói até mesmo em outros terrenos. Falaria que há tanto de você em mim que sua ausência também se tornou o que sou. Me tornei menor depois que conheci a grandeza da sua falta. Talvez, sentindo sua segurança, eu saberia recuperar minhas certezas. Eu te ajudaria a desviar das calçadas irregulares enquanto estivéssemos a seguir. Você me ensinaria a olhar com mais cautela para os lados antes de me decidir.

Eu iria querer reparar no céu que você insistiria em me mostrar. Os detalhes em todas as nuvens que não se repetiriam mais - assim como nós. Nada nos escaparia. Sempre soubemos nos envolver com nossas trocas. Você poderia me prometer que não iríamos nos cansar de continuar nossa caminhada? Não haveria uma estrada sequer para apenas um par de nossas pegadas. E, se o anoitecer se antecipasse e nos levasse a luz, sei que nada nos paralisaria. Seríamos as mãos apertadas enfrentando o que não se pode ver e se guiando mesmo sem reconhecer a trilha.

Buscaria seu cheiro, só para confirmar que não o esqueci mesmo por um dia que se foi nesse último ano. Você deixaria eu ficar por um tempo a mais com o nariz perdido no alto da sua cabeça? Murmurando, além de direção, te pediria cuidado. Teria que te contar como sinto falta da garantia de ter seu olhar, sua aprovação, sua orientação. Não choraria mais nessa hora. Daria um jeito de poder te assegurar umas boas risadas ainda. Fossem frouxas, de encher os olhos d'água, fossem perdidas, misturadas a quaisquer conversas.

Ah, quem me dera ter um pouco mais da paz de estar com você. Hoje, sem poder te encontrar, preciso aprender a vestir sorrisos, não mais sê-los.