segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A ausência (e seus riscos)

Sabe qual o grande perigo de se apaixonar? O viciante hábito da presença.

Sempre jurei que tudo isso não passava de conceitozinhos démodés (#fail). Aff! Estórias de amor abobam as pessoas. É tudo verdade quando dizem que na distância você fica meio perdida (não estou me referindo à ausência natural exigida pelas rotinas distintas. Vocês são dois seres que necessitam manter a vida também à parte um do outro! Pelo o amor de Deus, se você se incomoda com o fato de terem que se afastar para ir ao banheiro, procure um psicólogo agora mesmo e vai tratar desse transtorno obsessivo!)

Enfim, voltando à funcionalidade, na saudade quase tudo se resume a uma grande falta de ânimo. O livro não faz sentido e você não consegue entender uma frase completamente sem relê-la no mínimo por 12 vezes. Tevê? Só funciona mesmo para plano de fundo. E o cartão de crédito nem é seu amigo! Para todas as outras coisas que ele pode adquirir, se você não se mantiver controlada, as dores de cabeça não serão parceladas em até 10 vezes sem juros.

E, voltando a mais um conceitozinho démodé, quando bater uma saudade bem grande, você vai tentar sentir o cheiro que ainda impregna aquela camiseta, porque, no fundo, no fundo, você sempre quis ser mesmo essa boba. #ficaadica

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O outro lado da expectativa

Expectativa s.f. [...] Esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas.

Para mim, expectativa é simplesmente o momento que antecede a frustração.

Esperam de nós, mocinhas e mulheres, que sejamos boas filhas, boas esposas, boas profissionais... (E não, não se pode ser tudo isso sem o acompanhamento do adjetivo “boa”!) Você não pode se recusar a fazer um favor para sua mãe, mesmo tendo um horário marcado no salão. Você não pode ter uma postura contrária ao seu namorado/noivo/esposo, mesmo sendo algum aspecto trivial às mulheres. Você não pode se atrasar nunca no emprego, mesmo estendendo sempre o expediente, pelo menos três vezes na semana.

Alô Brasil! A menina doce tem seu lado apimentado! A menina bem educada tira o sapato apertado no meio da festa! A menina prestativa tem seus dias de preguiça! A menina atenciosa guarda um pouco de egoísmo! E quer saber? Mesmo com tantas falhas, não deixa de ser tudo aquilo que a torna tão especial.

Podemos ser boas e arrasar mesmo em muitos aspectos, mas isso não nos torna perfeitas. Não há pessoas perfeitas. O que há são boas maneiras, disposição e muita maquiagem. #ficaadica

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Num pedaço do céu

E o céu se tornava cada vez mais raro. Não por inexistência, somente por algo da displicência. Entretanto, chegar a essa constatação, dolorosamente, espremia-lhe à uma nova realidade: não se reconhecia.

Perder a capacidade de sorver um pedaço do céu todos os dias mostrava-lhe o quanto havia perdido dentro de si. Sempre foram visíveis as alterações externas, fossem amigos encontrando novos rumos, fossem roupas que já não se adequavam mais, fossem ambientes deixando de serem frequentados. Porém, tudo o que mudava por dentro, agora, tornava-se mais gritante que qualquer outra mudança já provada.

Não tinha se atentado até então, mas, sentir com tamanha intensidade aquele pedaço do céu, revivia, lentamente, um pouco do antes, de algumas verdades que se omitiam, de alguns conceitos que se refaziam e da liberdade subtraída pelos novos planos.

Pouca coisa é obra do acaso e, erguer a cabeça naquele ponto do trajeto e perceber o quanto as novas construções roubava-lhe a grandeza do céu e dos antigos e pequenos prazeres levou-lhe à outra realidade: mesmo não se reconhecendo num rápido olhar, bastava observar com um pouco mais de atenção para enxergar toda a meninice que, essencialmente, arraigava-se à sua existência.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Quantitativamente

O valor que você gasta do seu bônus diário da Oi com alguém indica o que ela significa para você. Os quilômetros de paciência que você estende a um planejamento mostram o quanto você busca sua concretização. A quantidade de blush que você usa determina se você quer dar um aspecto saudável à maquiagem ou se fantasiar de Pikachu.

O ser humano teima em assimilar quantidade com êxito (é preciso um adestramento, com práticas de desapego e gratidão, para pensar diferente). E isso acontece em todas as áreas. No geral, a intensidade das coisas interfere no que, propriamente ditas, elas se tornam. Isso é fato. Mas, há sempre os “mas...”.

Exemplo A: Você comprou o blush da nova linha da Mac (*-*). MAS, você resolve usar 50g do produto em cada lado da sua face. Resultado? Adeus glamour e fineza! Abram alas para a Emília.

Exemplo B: Você saiu com um cara e curtiu. MAS, você resolve estreitar laços e quintuplicar o número de ligações diárias. Resultado? Adeus ordem natural da conquista! Abram alas para mais um desastre em suas estatísticas.

Exemplo C: Você está indo bem no programa que o seu instrutor preparou para você na academia. MAS, você resolve aumentar as séries e os pesos para acelerar o seu rendimento. Resultado? Adeus operação verão! Abram alas para as 30 sessões de fisioterapia.

Friamente analisando, acho que a única vez que os números se ligam ao sucesso é no boletim escolar (exatamente, estou excluindo saldos bancários, também!). #ficaadica

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Mas, você consegue

Já falei sobre isso. E não foi só uma vez. Mas, o assunto bate à minha porta de novo! Às vezes, certas emoções em que nos envolvemos são extremamente dolorosas. E, para piorar, não temos um timer em nossos (destemidos) corações, nos possibilitando escolher a intensidade do que sentimos. Poderíamos ser como um forno, com cinco ou seis maneiras distintas de regular. Só que não somos assim! Nós não somos e os outros também não.

Mesmo todas as leis das dores afetivas dizendo que não, pouquíssimas coisas são mesmo insuperáveis. Espere a poeira baixar, o “turbilhão de sensações” se desfazer, a dor deixar de ser o centro do seu universo, e recomece a perceber tudo o que você tem de bom (sejam seus cabelos sedosos ou sua grande sabedoria). Nenhum buraco é sem fundo e é melhor você notar isso antes de se tornar um tatu, cavando e aumentando cada vez mais a profundidade em que se enfia.

Busque a sua felicidade, mas esteja bem pelo caminho, já que o percurso pode ser mais longo que as suas suposições. #ficaadica

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Do sim ao adeus

Tentei evitar. Protelei, protelei, mas a mídia me impele a tratar de um assunto que anda sendo bastante comentado. Primeiro, me chamou a atenção por meio de um projeto legislativo no México. Agora, foram os dados apresentados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sobre o mesmo assunto, na ultima quarta-feira. Olá, mocinhas e rapazinhos! Hoje, vamos falar sobre enlace matrimonial. Na verdade, em outro ângulo (um que talvez nem agrade a todos), sobre a falta do cumprimento da promessa de que “até que a morte os separe”.

Num domingo qualquer, estava casa assistindo a nossa revista eletrônica, o Fantástico, quando escutei a chamada para a matéria: casamento com prazo determinado. Ops! Eu tinha mesmo escutado isso! A ideia vem do México, devido às altíssimas taxas de divórcios (pasmem, mas lá, 50% dos casais desistem de dividir a vida do “felizes para sempre”).

Por isso um grupo de deputados apresentou uma proposta: instituir na cidade o casamento com prazo determinado. Tempo mínimo: dois anos. Acabou o prazo, o contrato de matrimônio perde a validade. O casal renova se quiser. Se não, a separação é automática, sem cerimônias. (Fantástico)


Certo. Não há como negar a tentativa deles em serem mais práticos. Mas, onde fica o romantismo? Parece que na chuva, né? Porque o IBGE apresentou, na última quarta-feira (30), o resultado de uma pesquisa que apontou que em 2010 o número de divórcios aqui no Brasil foi o maior desde 1984. Em 2009 o número era 1,4%, para cada mil pessoas, em 2010 essa proporção aumentou para 1,8%.

Sem querer ser pragmática, mas o finado Malthus (que Deus o tenha!) poderia traçar uma teoria dizendo que os dados em 2011 crescerão proporcionalmente, já que as condições de vida melhoraram, a idade média para se casar, tanto para os homens, quanto para as mulheres, aumentaram (os boys passaram de 27 para os 29 anos e as girls dos 24 para os 26. Acho que as cirurgias plásticas e as festas juninas de Ibicuí contribuíram bastante para isso!) e o número de casórios também aumentaram em 4,5%.

Ainda assim, digo aos que esperam: não se desanimem! Aos que se esquivam: não se animem! E a todos nós, só nos resta uma conclusão, como diria o poeta: “romance é romance, amor é amor e um lance é um lance”. #ficaadica