sexta-feira, 30 de setembro de 2011

E vale mesmo

Adoro comerciais televisivos bem bolados, adoro chocolates e , sim, adoro acreditar que o amor sempre vale a pena, "mesmo correndo o risco de partir o coração em mil pedaços novamente"!


PROPAGANDA SERENATA DE AMOR: "O AMOR SEMPRE VALE A PENA."




"Se você tá sofrendo por causa de um amor perdido, eu tenho más notícias: não há nada que você possa fazer e não há ninguém que possa ajudar. Na melhor das hipóteses, você vai ter um amigo paciente para levá-lo a um bar e ouvir as suas queixas. E, eventualmente, buscar você em um bar e levá-lo para casa com segurança, nos dias que você se comportar feito um bobo.
Na verdade, até existe alguém capaz de curar a sua dor, mas esse alguém não costuma ter pressa. Ele se chama tempo. Portanto, procure levantar sua cabeça e dar um passo adiante, por menor que seja, porque você ainda tem um longo caminho a percorrer dentro desse inferno.
Ter pena de si mesmo não vai ajudar em nada e, por mais que você não acredite, eu posso garantir que você sente algum prazer em cultivar este sofrimento. Sim, estar triste é uma forma de exercer a paixão quando o alvo dessa paixão já se foi. Você está usufruindo do seu direito de viver eternamente apaixonado. Isso é ótimo e prova que você é um romântico. Mas, coisas ótimas não costumam ser baratas, e você tem que pagar o seu preço.
Em algum momento tudo isso vai passar e, nesse caso, quando o furacão for embora, ele não deixará destroços e tudo estará em seu devido lugar como se nada tivesse acontecido. Você vai recuperar suas noites de sono, vai se sentir revigorado, vai tá feliz consigo mesmo, vai levantar sua auto-estima. Você vai tá pronto pra entregar o seu coração a outra pessoa, mesmo correndo o risco de parti-lo em mil pedaços novamente. Porque o amor sempre vale a pena!"

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Entre ela e o céu

Sentia vontade de se vestir como sol e não sabia ficar somente com o que sobrasse, fosse do brilho ou do amor de alguém. Só que, especialmente naquele fim de tarde, parecia não mais aguentar carregar todo o peso sozinha. Fora uma escolha sua, mas, às vezes, sentia-se extremamente cansada em não querer depender de ninguém. Se bem que, em alguns momentos, não tinha tanta certeza se havia sido mesmo uma escolha sua ou uma imposição da vida. O fato é que não sabia levar as coisas de outra forma. Construíra-se sob a liberdade e temia perdê-la, caso gostasse mais da fragilidade que da força que sempre se impunha. Achava que, se isso acontecesse, não se reconstruiria.

A cidade era grande e ele poderia estar em qualquer lugar. Menos onde ela mais queria: longe dela. Distante das suas vontades e fraquezas. Havia algo dele entranhado nela. Não se sabe onde, nem se sabe o quê. Mas, havia. Mesmo sem haver o “ele”. Fisicamente, ainda, não se reconheciam. E cada pedaço do céu já sabia, havia escutado tudo, em seus tão fugazes clamores. Ainda assim, não conseguia evitar o anoitecer e todo o seu conforto solitário. Era algo como uma sinergia. Tanto ela, quanto o céu pareciam ansiar pelo casual, pelo inevitável, mas, por nada que fosse inesperado...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Vamos tentar?

Olá! Tudo bem? Ele sumiu? E sem lhe dar nenhuma satisfação? Seja compreensiva, perdoe-o! Mas, tenha uma exigência! O pedido de perdão só será aceito se for feito através de uma sessão de mesa branca. Porque a única desculpa digna que ele pode ter é a de que morreu. O resto é lorota! Não houve viagem para o Rio Grande do Norte, não houve briga durante o show, não houve celular perdido por um mês no carro do amigo e os pais dele estão gozando de uma ótima saúde.

Apesar de tudo, desapegue-se daquele conceito de que, a certeza para um relacionamento não dar certo, é você ser uma das envolvidas. Junte boas amigas, um pote de sorvete, uma quantidade satisfatória de Vodka e energético e façam algumas análises. Você pode até não ter uma linda amiga que lhe diga: “Podres não são os nossos dedos, são os homens!” (LOUISE, 2011), mas, boas risadas e trocas de experiências de vidas lhe trarão mais ânimo, sempre.

Sabe qual foi o conselho que me deram há pouco tempo? Uma mulher que já recebeu uma nota dez em algum momento da sua vida (seja numa conclusão de curso, num look caprichado, numa função bem desempenhada...), esse tipo de mulher, tem por obrigação finalizar um relacionamento inconstante com o pé, estrategicamente, lançando o pôpo do cara em questão. E, antes de finalizar, preciso só deixar claro que, esse foi um conselho masculino. Parece que a classe não anda mais tão unida, ou percebendo o quanto estão sendo palhacitos... #ficaadica

domingo, 25 de setembro de 2011

Enfim...

Ligações que, mesmo constantes, te fazem adoçar a voz, motivos sinceros para tecer elogios, estórias narradas sobre um colchão e um abraço, frases bobas, mas, que te torna importante. Isso fundamenta sentimentos. Mas, como saber se é real?

Há constatações que são extremamente dolorosas (e domingos sem sol, não ajudam em nada!). Buscamos complicar as coisas, antes de darmos um veredito final. É, FINAL! Final sim. Soa como cruel, mas não é (não depois que o choque com a realidade e a TPM passarem!). Teve um começo em algum momento e, logo, espera-se que haja o fim. E não se preocupe de novo! Obrigatoriamente, você não agiu para isso. É cíclico, sabe? Tipo, início, meio e fim.

E quer saber? Sabe quando começamos a complicar? Quando achamos que vai ser diferente de todos os fracassos anteriores e queremos, a todo custo, provar isso para o mundo inteiro. Torça só pra ter valido a pena passar por todas essas etapas novamente. Isso basta. Não há como ter certeza de muita coisa na vida. #ficaadica

sábado, 17 de setembro de 2011

Ao anoitecer

Seria mais uma noite enluarada. Daquelas quentes e frescas, simultaneamente, onde a lua não poderia se vestir melhor. Já havia sorrido de muitas formas, já havia chorado de outras tantas. Mas, sempre, surpreendia-se. Caminhava com firmeza e olhava da mesma forma. Quem a via, não imaginava quão grande confusão carregava consigo. Por mais mulher que o corpo mostrasse ser, tinha medos de menina. Medo de escuro, medo de ausência, medo de fracasso. Mas, sempre, silenciava-se.

E, voltando à noite enluarada e passos firmes, mantinha um cuidado, excessivamente grande, com as direções em que lançava seu olhar. Ela ainda não sabia o que era certeza, achava que, se olhasse por tempo demais o que ficou lá atrás, não conseguiria prosseguir. E estava certa. E estava errada. Ainda não havia certezas. Se vivesse um minuto a mais daquele passado, perderia a consistência.

Havia um caminho novo e lhe era inevitável. Atenta, cruzava a rua. Não que sentisse pavor naquele momento, só que o novo instiga e alarma. Precisava passar sem se perder ou ser perdida. Já sabia que o que havia observado até ali, tudo aquilo que ela havia possuído um pouco, fosse num gesto, numa sensação ou num breve olhar, permaneceria, independente da direção que seguisse.

Só que, a cada passo rumo ao novo, parecia perder um pouco o controle. Conhecia bem tudo o que fizera chegar até ali. Mas, só. Deu-se conta que, não saberia mais o que a acompanharia. Haveria apenas uma certeza, amanheceria.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Nas horas felizes*

Mulheres também gostam de happy hours. Gostam de mesa de bar com amigas, de jogar conversa fora enquanto bebem, seja um suco de laranja “com gelo e sem açúcar, por favor!”, ou para as mais despreocupadas, uma cervejinha gelada.

Assim, elas combinaram de se ver. Eram amigas, colegas, cúmplices, afinal eram mulheres. E mulher tem dessas coisas de fraternidade quando se gostam. Deixo a ênfase no “quando se gostam”, pois a classe feminina não é tão unida quanto se pinta nos comerciais de iogurte. Sempre cabe muita competição, e não é como as disputas masculinas, contabilizarem resultados, antes fosse só isso. As mulheres tendem a se odiar pelos cabelos, pelas roupas, pelos corpos, pela pele, pelas unhas e, muitas vezes até, por antigos affairs.

Mas, retornemos às amigas. Entre copos, risadas, agendas, conselhos, livros e bolsas, sobre a mesa pairavam também a nostalgia dos tempos da infância, trechos e personagens de filmes, promoções em lojas de roupas e sapatos, novos tratamentos capilares, dietas... Além de suas aventuras, quase sempre, amorosas.

- Eu não volto mais! A menos que ele se rasteje em aos meus pés! – declarou a de cabelos mais curtos e rosto delicadíssimo.

- Essa é a centésima vez que escuto isso... – rebateu de imediato a morena de seios e sorrisos fartos.

- Ela volta. Sempre quando passam as festas, eles voltam. Ano Novo, Carnaval, São João... – desdenhou a de corpo delineado e maior resistência ao álcool.

- Ah! E falando em romance, hoje me aconteceu uma coisa. Encontrei com ele na porta do banco, ao meio-dia. E... A gente acabou ficando! – revelou a morena sorridente.

- No centro da cidade? Ao sol do meio-dia? Que coisa mais adolescentes-colegiais-na-saída-da-escola! – ironizou a mais miúda, mas não menos notada e bonita.

- Se ele não fosse tão “truta”, diria que isso é coisa de “emo”. – acrescentou a amiga das bebidas.

- Pois eu acho lindo! E eu estou apaixonada. – soltou quase sem respirar, a de cabelos mais longos e mais claros.

- E a novidade? – perguntou alguma – Esse é o quinquagésimo do mês?

- Ah... Mas esse é diferente. Ele me ligou no dia seguinte, e no outro e no outro... – tentou defender-se.

- Isso é mesmo de se estranhar! Eu também acho que estou me apaixonando de novo.

- Ah, deveras foi o sol do meio-dia refletido nas belas correntes de prata que ele tirou do portão e pendurou no pescoço! – soltou mais uma alfinetada, a de menor estatura.

Devo intervir. Mulheres não falam sempre sobre homens, numa conversa entre amigas, prioridades são suas aflições. É que esse grupo, em sua essência, exalava a paixão. Vigorava entre elas o desejo de se entregarem à causa, fosse ao amor ou à própria vida. Era também por isso que chamavam atenção.

De repente foram interrompidas pela garçonete, que trazia uma bebida, dizendo ter sido cortesia dos rapazes da mesa ao lado. Hesitaram, mas depois acharam engraçado e acabaram aceitando. Que mal teria? Seria só uma cerveja, além do que, elas se julgavam maduras o suficiente para perceberem que estavam sendo cortejadas e limitar até onde isso chegaria.

Bem, das cervejas aos petiscos, não demoraram muito. Dos petiscos aos pedidos de números de telefones e insinuações para união das mesas, menos ainda.
- A gente vai mandar a garçonete tirar as nossas cervejas da conta deles! – impôs alguma, com voz de leoa.

- Acho melhor a gente ir embora. Vai que eles são psicopatas.

- Tenha dó! Olhe para cara deles! Aquele com a blusa do Corinthians parece que escuta Justin Bieber ainda. E deixe as cervejas na conta deles. Quem mandou? Ficaram querendo ser bons...

- Lógico! A gente não pediu nada e sequer olhamos para eles. Iludiram-se sozinhos. Mas, vamos parar de aceitar o que eles mandarem a partir de agora.

Elas decidiram, eles não gostaram. Quando a primeira cerveja foi recusada, os rapazinhos não souberam como reagir, então agrediram. Do alvo de cobiça, rapidamente foram transformadas em um grupo de lésbicas. Parecia ser mais fácil para eles culpar orientação sexual, que assumir o fora, apesar de todas as suas ofertas.

Resultado, um grupo teve mais motivos e gargalhadas para uma nova reuniãozinha e o outro, o que queria constranger, acabou se sentindo acuado. É que mulheres que sabem o que querem, aceitam gentilezas de estranhos. Homens que não sabem, propulsionam mulheres a se encontrarem em happy hours.

*Republicação do site Revertério.com


(P.S.: E não posso deixar de citar minhas inspirações! Numa mesa de bar, com sorrisos e corações tão abertos... Andressa, Sâmia, Milenna e Bruna.)